SAP facturou perto de 54,5 milhões de euros

O volume de negócios da empresa cresceu cerca de 4%, e para 2012 o seu director-geral, Paulo Carvalho, pretende incrementar o negócio realizado indirectamente.

A SAP alcançou em 2011 um volume de negócios de 54,5 milhões de euros, abaixo das previsões de crescimento feitas pelo director-geral, Paulo Carvalho. Em Junho de 2011, o responsável estimava que seria possível à empresa aumentar perto de 10% a facturação de 52 ,4 milhões registada em 2010 – quando o incremento foi de apenas 4%.
Mesmo assim, dada a conjuntura económica registada, o executivo considera ter sido “significativo” e  “um feito” o crescimento obtido.  Associado ao clima de negócio, Paulo Carvalho aponta a redução da facturação nos serviços de consultoria da empresa, como factor de menor crescimento. A diminuição justifica-se, na sua visão, devido aos preços de serviços mais elevados praticados pelo fabricante, em relação ao dos parceiros e uma menos disponibilidade financeira dos clientes.
Na sua visão, a SAP não será em Portugal uma empresa vocacionada para proporcionar serviços completos de consultoria: pode sim oferecer “assessoria” específica, sobretudo em novas áreas de negócio, para parceiros e clientes, ressalva. “A nossa orientação não é concorrer com parceiros, mas sim focarmo-nos em  garantir a qualidade das implantações em clientes e parceiros”, afirmou.
Também devido ao clima económico, o responsável não arrisca uma estimativa de crescimento para  2012. Contudo, garante que o objectivo é obter um incremento de facturação.
Outro dos objectivos do fabricante para 2011 era aumentar o negócio indirecto, mas este aspecto não terá evoluído significativamente: de acordo com Paulo Carvalho, o contributo do seu canal rondou os 20% do volume de negócios total. Uma proporção semelhante à registada em 2010.
O director-geral admite que a situação não se desenvolveu como tencionava. Na agenda de crescimento até 2015, o fabricante pretende que o peso do negócio indirecto alcance os 40%.
Na visão do executivo, trata-se de uma evolução importante para o fabricante angariar mais clientes, especialmente no segmento das PME. Neste segmento, a organização  pretende que a totalidade do negócio seja realizado através de parceiros: especialmente na área da mobilidade, mas também na tecnologia de gestão de recursos humanos, BI e bases de dados.
O responsável assegura que a organização está a “destrancar mais negócio”para o seu canal. Ou seja, está a permitir a exploração de mais áreas de negócio aos seus parceiros.
Apesar de tudo, as PME representaram quase 79% dos novos clientes da SAP, em 2011, e terá sido um dos factores de crescimento  da empresa. Cerca de 26% do total de contratos estabelecidos nesse ano foram relativos a novos clientes, entre quais estão a Abreu Advogados, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e  Vale do Tejo, o Centro Hospitalar Lisboa Norte, Laboratórios Azevedo, Lusiteca, Panike, Procalçado, Repower, Symington e Zagope.
Para 2012, a estratégia da SAP engloba um enfoque específico na área da tecnologia para mobilidade, envolvendo uma aposta em aplicações móveis. Segundo o executivo, esta área do fabricante já abrange um universo de cinco mil utilizadores em Portugal. Mas considera que o número fica aquém do potencial.
Salientando que a SAP não pretende ser uma empresa de serviços, Paulo Cravalho defende que a organização deve focar-se em disponibilizar tecnologia para ajudar os clientes a gerirem “processos de negócio, integrando cloud computing, plataformas internas, e de mobilidade”. Mas ressalva que a SAP não pretende ser uma empresa de serviços.
Cerca de metade da facturação da empresa já não esteve ligada directamente aos sistemas ERP. Um dos objectivos do fabricante, estabelecido já para 2011, é que o peso de outras das suas aplicações no seu negócio seja maior do que 50%
Nessa linha Paulo Carvalho estima um importante potencial de negócio em torno das necessidades de gestão de processos, de capital humano, de clientes e de processos de aprovisionamento e de compras. Como exemplo, o responsável refere um projecto realizado  na Cimpor, de centralização dos processos de compra.
Outra  área de enfoque para a SAP será o mercado das bases de dados onde pretende posicionar-se, tendo como elementos  de diferenciação “o desempenho, a segurança e preço” da tecnologia.
Internacionalização de empresas ajuda SAP
Um dos elementos dinamizadores da actividade da organização foram os projectos de apoio à expansão e sobretudo internacionalização de empresas portuguesas. Representou perto de 40% das receitas totais de software em 2011.
De acordo com Paulo de Carvalho, as receitas de software e serviços aumentaram 13% face a 2010.
41 contratados para o centro de serviços
Numa actualização sobre o processo de implantação do Centro de  Serviços da SAP, o responsável revelou que a estrutura já envolve 41 colaboradores contratados e em formação. A unidade deve entrar em funcionamento até final do semestre e no fim do ano deverá juntar um total de 100 colaboradores. Paulo Carvalho não revelou quanto poderá representar o centro na facturação anual da empresa.




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