Exportação de tecnologias de repressão: o voto dos eurodeputados portugueses (actualizado)

No mesmo grupo político europeu, representante do Bloco de Esquerda vota a favor e comunistas votam contra.

A eurodeputada comunista portuguesa Inês Zuber votou contra a decisão de restringir a exportação europeia de ferramentas de censura da Internet para regimes autocráticos, a partir de 2013.
Fazendo parte do mesmo grupo europeu que o PCP, o Esquerda Europeia Unida (EEU), Marisa Matias, do Bloco de Esquerda (BE) não se opôs na votação da proposta no Parlamento Europeu, no passado dia 18 de Abril. A indicação de voto do EEU era no sentido favorável de voto.
João Ferreira e Miguel Portas, respectivamente do PCP e do BE, não votaram, tal como Regina Bastos, do PSD. Os restantes eurodeputados portugueses votaram a favor da proposta de resolução. No total, esta obteve 580 votos a favor, 28 contra e 74 abstenções.
Para tentar perceber a divisão nos votos, o Computerworld contactou os quatro eurodeputados do PCP e BE mas ainda não obteve resposta.

Esclarecimento

Elísio Sousa, responsável pela Comunicação Social dos deputados do PCP no Parlamento Europeu, enviou o seguinte esclarecimento sobre a posição dos eurodeputados comunistas:

Relativamente à pergunta que nos colocou, sobre a restrição de envio de tecnologias de censura por empresas europeias para outros países, é necessário clarificar o seguinte: o PCP e os seus deputados são absolutamente contra qualquer tipo de comercialização de qualquer tipo de tecnologias de censura, seja de ou por parte da União Europeia, ou de qualquer outro país no mundo.

O relatório a que se refere é bastante extenso, e abrange um amplo e diversificado leque de assuntos. Tanto o João Ferreira como a Inês Zuber votaram contra esse relatório, por diversas razões, sendo as centrais explicitadas nas seguintes declaração de voto e intervenção oral no plenário.

A questão em concreto da restrição de envio de tecnologias de censura por empresas europeias para outros países, é um dos (infelizmente) poucos pontos com que concordamos no relatório mas que não é suficiente para sobrepôr-se à gravidade das outras medidas, propostas e análises que o relatório contém (e que nomeamos, dentro do limite de palavras que nos é colocado, na declaração de voto e intervenção supra referidas).




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