Personalidades digitais e uso pelas empresas

Dois estudos, um da IBM e outro da Adobe, revelam novos perfis de consumidores e necessidade das empresas se ajustarem.

“Qual é a sua personalidade digital?” A questão foi respondida pela IBM, que salientou ainda como o sector dos media e do entretenimento precisa de definir novas formas para se comprometer com o público, porque a pura digitalização de conteúdos já não é suficiente, explica a empresa em comunicado.
Num novo estudo sobre estes sectores, “Beyond Digital“, a IBM nota “que a utilização massiva de dispositivos móveis, de diferentes marcas, modelos e funcionalidades, está a dar origem a quatro ‘personalidades digitais’ distintas. Esta alteração sociológica está a obrigar as empresas a adotar modelos de negócio mais inovadores que proporcionem experiências personalizadas”, refere.
A IBM detectou que no “retrato da audiência em rápida mutação”, a maioria não são jovens. 65% dos inquiridos entre os 55 e os 64 anos usa a Web e troca SMS enquanto vê televisão, enquanto acima dos 65 anos esses valores passam para 49% e 30%, respectivamente.
O estudo também revelou que os consumidores estão a afastar-se dos meios tradicionais de media e a usar “as fontes online para saber das últimas notícias”.
Segundo a IBM, a maioria dos utilizadores enquadra-se em quatro personalidades emergentes:
– Efficiency Expert: são 41% dos consumidores. Estes “especialistas em eficiência” utilizam dispositivos e serviços digitais para simplificar o dia a dia, enviam emails em vez de cartas, usam o Facebook para comunicar, acedem à Internet no telemóvel e compram online.
– Content King: geralmente do sexo masculino, os “reis dos conteúdos” jogam online, fazem “download” de filmes e de música, vêem televisão online. Representam 9% da amostra global.
– Social Butterfly: com a ênfase online na interação social, as “borboletas sociais” querem ter ligação imediata aos amigos, independentemente da hora e do lugar. São 15% dos inquiridos que actualizam frequentemente os seus perfis nas redes sociais, adicionam tags e descrições em fotos online e veem vídeos de outros utilizadores.
– Connected Maestro: os “maestros ligados” representam 35% dos inquiridos. Consomem conteúdos de media nos dispositivos móveis e aplicações para smartphones, para aceder a jogos, música e vídeos, verificar notícias ou a meteorologia.
No sentido de rentabilizarem os seus conteúdos, a IBM aconselha as empresas de media e entretenimento a adoptarem modelos “flexíveis e escaláveis, para permitir uma abordagem diferente sobre os preços praticados, de forma a atrair consumidores com diferentes características”. A necessidade de opções flexíveis nos pagamentos “é evidente”.
O estudo envolveu 3,800 consumidores e de empresas do sector na China, França, Alemanha, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.
Por outro lado, o impacto dos media sociais também tem sido subvalorizado, refere a Adobe no seu Digital Index, destinado a profissionais de marketing, comércio electrónico e retalho.
Os responsáveis de publicidade e marketing “têm subestimado significativamente o valor do tráfego” das redes sociais, defende a empresa a partir da análise de 1,7 mil milhões de visitas em mais de 225 sites de empresas norte-americanas das indústrias de retalho, viagens e media. A análise incluiu sites de media social como o Facebook, Twitter, Pinterest, Tumblr, Blogger, YouTube e Yelp, explica a empresa em comunicado.




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