IBM desmistifica defeitos do mainframe

As ideias sobre o preço das plataformas, assim como àcerca da inflexibilidade dos sistemas devem ser revistas, de acordo com o arquitecto-chefe da IBM para cloud computing, Frank DeGilio.

A percepção do mercado sobre a tecnologia mainframe, como estando esta ultrapassada ou ineficiente, é extremamente imprecisa em vários aspectos importantes – de acordo com o o arquitecto-chefe da IBM para cloud computing, Frank DeGilio. Numa apresentação durante a conferência de utilizadores Share, o especialista argumentou que o saber convencional sofre de uma praga de mitos.
Percepção sobre o preço está errada
“Quando as pessoas falam sobre o custo de computação, o que assumem é o custo do hardware e do software,” diz DeGilio. No entanto, ignoram qualquer outras grandes despesas envolvidas.
Particularmente para estruturas de grande escala, a complexidade de gestão e de custos com pessoal são muitas vezes componentes críticos do preço final dos sistemas. Como a expansão das infra-estruturas, o número de pessoas necessário para executar um sistema distribuído tende a permanecer significativamente maior do que uma alternativa comparável baseada em mainframe, afirma.
As linguagens ultrapassadas
Segundo o especialista da IBM, a ideia de os mainframes apenas lidarem com linguagens de programação desactualizadas como COBOL e Assembly também são um mito. A J2EE, a Linux e outras normas modernas abertas são amplamente suportadas, embora a COBOL ainda seja importante.
Além disso, acrescentou, não há nada de desatualizado na maneira como os mainframes lidam com a gestão de cargas de trabalho. A capacidade de essas máquinas em ajustar a atribuição de recursos – com base na necessidade da aplicação – é muito mais granular e sofisticada do que a maioria dos sistemas distribuídos, defende.
Quebra antes de dobrar
Essa mesma capacidade altamente avançada para equilibrar as cargas de trabalho, diz DeGilio, desmente a ideia de os mainframes serem inflexíveis. Além disso, lembra que o mainframe foi “pioneiro” no próprio conceito de actualização de capacidade a pedido.
Lento
Alguns testes comparativos que demonstram uma superioridade ostensiva de desempenho nos sistemas distribuídos podem ser enganosos, de acordo com DeGilio. Mais uma vez, a flexibilidade do mainframe significa que a sua velocidade na manipulação de múltiplas tarefas do mundo real é maior do que poderia indicar um teste de memorização de sobre uma única actividade, argumentou o perito. “Todos os computadores esperam à mesma velocidade”, dizia um slide da apresentação.
DeGilio defende que nenhum modelo único será uma panaceia para as necessidades de infra-estrutura  de uma organização. “Não se pode esperar que tudo corra num mainframe”, adverte. E não há, aparentemente, na sua visão, qualquer falta de aplicações para a tecnologia, mesmo no ambiente actual de TI.




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