Android é mais atractivo para cibercriminosos

Tentar carregar apps maliciosas num dispositivo móvel é o método mais usado pelos criminosos – e isso é mais fácil nos Android.
O Android ainda é o sistema operativo mais atraente para os crackers, por isso os dispositivos baseados nesta plataforma continuarão a ser comprometidos, disseram investigadores no evento de segurança Black Hat Europa na passada sexta-feira.
Os dispositivos móveis são carregados com dados privados, o que os torna num alvo muito atractivo.
Os investigadores compararam a atractividade do Android com a do iOS, da Apple, para os criadores de malware.
Para estes, o custo de atacar o sistema tem de ser inferior ao lucro obtido, explicam os investigadores. Os ataques também têm de ser fáceis, o risco de ser apanhado baixo e o que mais se quer são dados bancários.
Tentar carregar apps maliciosas num dispositivo celular é o método mais usado pelos invasores, e isso é mais fácil nos Android. Por o iOS ser um sistema fechado, os criadores de aplicações tem de se registar (fornecendo uma identidade real) e pagar 99 dólares. Se a Apple descobre uma aplicação maliciosa, o risco de o atacante ser apanhado é elevado.
Funcionários da Apple revêm o código de todas as aplicações que são enviadas para a App Store. Mesmo que alguém consiga fazer passar um malware na revisão inicial, o sistema de monitorização da fabricante provavelmente o detecta numa semana. “Diga-se o que quiser sobre estados policiais, mas eles mantém o crime baixo”, brincou Dan Guido, investigador da empresa Trail Bits.
Isto torna o iOS pouco atraente para o crime. O Android, por outro lado, é mais barato e o risco de ser apanhado é mais baixo. A Google cobra apenas 25 dólares pelo registo, um processo que consiste apenas em preencher um formulário online. Além disso, o Android permite modificações de “runtime”, ao contrário do iOS.
“O Android tem definitivamente um mau futuro em termos de segurança”, destacou Guido.
Isto significa que o iOS é totalmente seguro? O especialista em segurança Charlie Miller provou que aplicações maliciosas podem ser enviadas para a App Store. No entanto, é altamente improvável que qualquer fabricante de malware tente isso na realidade.
Os utilizadores do iOS que fazem “jailbreak” aos seus dispositivos ficam mais vulneráveis a aplicações maliciosas, disse Guido. Segundo os investigadores, todas as app stores de terceiros são visadas por cibercriminosos. Os atacantes também preferem os Android com “jailbreak”.
(IDG News Service/IDG Now!)




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