Inovar é mais mais importante do que cortar custos

Na renovação dos contratos com fornecedores, os gestores de TI precisam de se concentrar mais na inovação, do que na redução de custos, defende a Ovum. Mas há quem discorde face ao momento de austeridade.

Tanto os gestores de TI como os CIO precisam de se concentrarem menos na redução de custos e muito mais sobre a inovação, quando gerem contratos com os fornecedores diz a analista da Ovum, Evan Kirchheimer – num  debate promovido pela BT. Dois líderes de TI contestam a ideia, considerando que, a redução de custos é uma prioridade perante o actual momento de austeridade.
“O que acho mais frustrante como analista especializado em empresas de TI, é como os CIO se concentram implacavelmente na redução de custos em cada ciclo de renovação de contratos. Isso sufoca a inovação”, diz Kirchheimer. “As pessoas precisam colocar de lado os custos e pensar mais sobre a forma como as redes lhes podem permitir fazer negócios de uma nova maneira”, acrescentou.
“Não sei quando isto vai mudar, mas gostava de deixar uma semente na cabeça de todos os CIO diretores financeiros pedindo-lhes para deixarem de ‘bater’ nos fornecedores. É precisam mantê-los acessíveis e interessados. Esse deve ser o seu principal objectivo de um CIO”.
Kurt Frary, gestor de arquitectura de TIC em Norfolk County Council, discorda Kirchheimer e argumenta que no sector público é impossível evitar dar prioridade à redução de custos.

“Para nós não se trata de uma opção. Todas as vezes  que olhamos para qualquer um dos nossos grandes contratos temos o objectivo de obter reduções de custo significativas na hora da renovação”, disse Frary. Reconhece, no entanto, que, por vezes, investimentos em inovação podem reduzir os custos nas organizações.E acredita que o impulso recente para o sector público adoptar serviços de cloud computing públicos  é um exemplo disso. “Embora tenhamos de poupar dinheiro ano após ano, às vezes precisamos de gastar dinheiro em TI para cortar custos em determinada área da empresa”, disse Frary.
“Por exemplo, a tendemos a adoptar mais e mais serviços de cloud computing, e para isso teremos que implantar uma rede muito diferente. Podemos precisar de mais largura de banda e melhor desempenho na web”, acrescentou. “Portanto, teremos que investir mais em infra-estrutura, para reduzir os custos noutras áreas, passando mais serviços para a cloud”. O Norfolk County Council revelou recentemente que está envolvido em uma das maiores implantações de Google Apps em número de utilizadores (148 mil).
Mike Mann, director de estratégia de tecnologia e planeamento da Standard Life, concorda que a diminuição de custos são uma prioridade, mas argumenta haver espaço para introduzir inovação também. “Pode-se fazer as duas coisas. Podemos disponibilizar as facilidades necessárias para ter redes inteligentes, mas também reduzir  custos significativos ao mesmo tempo. Não acho que as opções se excluam “, diz Mann.
A Standard Life revelou detalhes de um acordo de outsourcing de 30 milhões de euros com a BT, a qual fará a gestão da infra-estrutura de comunicação da empresa nos próximos cinco anos. Segundo Mann, o acordo assegurou para a Standard Life uma “redução significativa” dos custos. “Não me interpretem mal, há uma pressão para reduzir preços, mas acho que se pode fazer isso e ainda obter serviços inovadores”, reforçou.
O acordo com a BT abrange o fornecimento e gestão de uma LAN e de uma WAN, assim como telefonia IP, centros de contacto, gestão de contratos, gestão de serviços e da transição de infra-estrutura para a rede IP Connect, da BT.




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