10 a 15% dos gastos com energia são para TI

Informações recolhidas pela Schneider Electric indicam que 30% dos gastos operacionais em Portugal são relativos ao consumo de energia. Nas empresas com centro de dados, o “peso” das TIC pode chegar aos 15%.

Numa antecipação das comemorações do dia internacional da eficiência energética – dia de 5 Março –, a  Schneider Electric revelou que 30% dos orçamentos operacionais das empresas em Portugal são gastos em energia eléctrica. E nas estimativas de especialistas do fabricante, 10 a 15% dessa despesa são relativos ao funcionamento das TIC, diz Maria de Lurdes Carvalho, vice-presidente da organização em Portugal, para o negócio em TI.
O facto de as organizações terem centro de dados faz diferença. Havendo centro de dados na empresa, o “peso” do consumo energético das TIC pode chegar aos 15%.
Sem a referida infra-estrutura, normalmente o impacto atinge apenas 10%. A diferença, segundo a responsável, tem a ver com o equipamento adicional de climatização integrado normalmente nos datacenters.
De acordo com o fabricante, apenas 50% da potência direccionada para os centros de dados chega aos equipamentos de computação. A outra metade é consumida por equipamentos auxiliares, de acordo com Maria de Lurdes Carvalho.
Desses 50%, perto de 40% não chega ao componente de computação a que se destina. Por isso, a responsável alerta para a necessidade de haver melhor controlo do consumo energético dos centros de dados.
“Apesar da ideia vigente, os custos de energia não são inevitáveis”, diz a executiva. Muitas vezes estes custos são negligenciados como despesa. E por isso não estão ligadas momentos de decisão, segundo a mesma.
Excluindo os consumos relativos a redundância de sistemas – inevitáveis  –, a responsável diz que há três factores principais de sub-aproveitmento da energia: a ineficiência dos equipamentos eléctricos, dos geradores de energia para TI, mas também o sobredimensionamento dos equipamentos.
A Schneider defende também que a arquitectura dos centros de dados é um factor muito importante de redução de custos em energia. Segundo Maria de Lurdes Carvalho, é possível alcançar entre 20% a 50% de reduções de custos energéticos.
Na mesma linha, a renovação dos equimentos de TI tem sido responsável por reduções até 20% nos custos de consumo energético, em muitos projectos conhecidos pela Schneider.  Outras medidas têm contributos importantes num esforço continuado, envolvendo a virtualização e normalização de sistemas – além do dimensionamento correcto das infra-estruturas e a adopção de sistemas de concepção eficiente.
A adopção de boas práticas e de equipamento de monitorização adequados poderá suportar aumentos de eficiência na ordem dos 50 a 70%, de acordo com o fabricante. E a redução de consumos da infra –estrutura principal permitirá a libertação de 20% da capacidade energética para ser usada em TI  adicionais.
Monitorização através de iPad
Recentemente a empresa disponibilizou um sistema de gestão remota de consumos de energia para organizações e para o mercado residencial: o Remote Energy Management. O sistema baseia-se numa plataforma online, acessível por ligação à Internet, onde é apresentada informação segmentada sobre os consumos energéticos das instalações das organizações.
No caso dos centros de dados, as medições chegam ao patamar dos equipamentos de arrefecimento instalados nas racks. Os dados desta área e de outras das empresas são agregados por um equipamento físico instalado nas infra-estruturas.
Segundo Luís Hagatong, Energy Eficient Manager, este agregador funciona também como conversor e router, integrando-se com os equipamentos de monitorização das infra-estruturas . Na plataforma online de cloud computing, um motor de análise de dados desencadeia processos de alerta, e sugere oportunidades de redução de consumos. Também será possível estabelecer objectivos de consumo.
À oferta estão associados serviços de consultoria e a Schneider prepara-se para lançar uma aplicação móvel de acesso por iPad. Hoje a monitorização pode ser feita por smartphone mas sobre uma ligação de Internet, em browser. Além do sistema de autenticação em modelo single-sign on – com restrições mediante privilégios de administração – a segurança é mantida com um sistemas de alertas: quando é detectado algum funcionamento anormal são desencadeados processos de aviso.

10% dos orçamentos operacionais são gastos em energia para as TI

Informações recolhidas pela Schneider Electric indicam que 30% dos gastos operacionais são relativos ao consumo de energia. Nas empresas com centro de dados o “peso” das TIC pode chegar aos 15%.

Numa antecipação das comemorações do dia internacional da Eficiência Energética – dia de 5 Março –, a Schneider Electric revelou que 30% dos orçamentos operacionais das empresas em Portugal são gastos em energia eléctrica. E nas estimativas de especialistas do fabricante, 10 a 15% são relativos ao funcionamento das TIC, diz Maria de Lurdes Carvalho, vice-presidente da organização em Portugal, para o negócio em TI.

O facto de as organizações terem centro de dados faz diferença. Havendo centro de dados na empresa, o “peso” do consumo energético das TIC pode chegar aos 15%.

Sem a referida infra-estrutura, normalmente o impacto atinge apenas 10%. A diferença, segundo a responsável, tem a ver com o equipamento adicional de climatização integrado normalmente nos datacenters.

De acordo com o fabricante, apenas 50% da potência direccionada para os centros de dados chega aos equipamentos de computação. A outra metade é consumida por equipamentos auxiliares, de acordo com Maria de Lurdes Carvalho.

Desses 50%, perto de 40% não chega ao componente de computação a que se destina. Por isso, a responsável alerta para a necessidade de haver melhor controlo do consumo energético dos centros de dados.

“Apesar da ideia vigente, os custos de energia não são inevitáveis”, diz a executiva. Muitas vezes estes custos são negligenciados como despesa. E por isso não estão ligadas momentos de decisão, segundo a mesma.

Excluindo os consumos relativos a redundância de sistemas – inevitáveis –, a responsável diz que há três factores principais de sub-aproveitmento da energia: a ineficiência dos equipamentos eléctricos, dos geradores de energia para TI, mas também o sobredimensionamento dos equipamentos.

A Schneider defende também que a arquitectura dos centros de dados é um factor muito importante de redução de custos em energia. Segundo Maria de Lurdes Rodrigues, é possível alcançar entre 20% a 50% de reduções de custos energéticos.

Na mesma linha, a renovação dos equimentos de TI tem sido responsável por reduções até 20% nos custos de consumo energético, em muitos projectos conhecidos pela Schneider. Outras medidas têm contributos importantes num esforço continuado, envolvendo a virtualização e normalização de sistemas – além do dimensionamento correcto das infra-estruturas e a adopção de sistemas de concepção eficiente.

A adopção de boas práticas e de equipamento de monitorização adequados poderá suportar aumentos de eficiência na ordem dos 50 a 70%, de acordo com o fabricante. E a redução de consumos da infra –estrutura principal permitirá a libertação de 20% da capacidade energética para ser usada em TI adicionais.

Monitorização através de iPad

Recentemente a empresa disponibilizou um sistema de gestão remota de consumos de energia para organizações e para o mercado residencial: o Remote Energy Management. O sistema baseia-se numa plataforma online, acessível por ligação à Internet, onde é apresentada informação segmentada sobre os consumos energéticos das instalações das organizações.

No caso dos centros de dados, as medições chegam ao patamar dos equipamentos de arrefecimento instalados nas racks. Os dados desta área e de outras das empresas são agregados por um equipamento físico instalado nas infra-estruturas.

Segundo Luís Hagatong, Energy Eficient Manager, este agregador funciona também como conversor e router, integrando-se com os equipamentos de monitorização das infra-estruturas . Na plataforma online de cloud computing, um motor de análise de dados desencadeia processos de alerta, e sugere oportunidades de redução de consumos. Também será possível estabelecer objectivos de consumo.

À oferta estão associados serviços de consultoria e a Schneider prepara-se para lançar uma aplicação móvel de acesso por iPad. Hoje a monitorização pode ser feita por smartphone mas sobre uma ligação de Internet, em browser. Além do sistema de autenticação em modelo single-sign on – com restrições mediante privilégios de administração – a segurança é mantida com um sistemas de alertas: quando é detectado algum funcionamento anormal são desencadeados processos de aviso.




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