DNS.pt liberaliza registo de domínios (actualizado)

FCCN pretende arrecadar mais receitas com registos de domínios em Portugal. APREGI diz que liberalização “vem tarde” mas pode dar “algum alento” ao .pt.

A Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) anunciou hoje que vai liberalizar os domínios .pt.
Num curto comunicado, a entidade que tem o serviço de registo de domínios de .pt (DNS.pt) diz apenas que “a partir do próximo dia 1 de Março entram em vigor as novas regras aplicáveis ao registo de domínios de .pt. Findo o período de sun rise, que se estenderá até dia 1 de Maio, será muito fácil registar um domínio de .pt”.
O registo em .pt pelo DNS.pt custa anualmente 22 euros, enquanto num “registrar” nacional se fica pelos 17 euros. Nesse mesmo “registrar”, o registo de um domínio com o sufixo .com custa 12 euros.

Sobre a proposta liberalização, a Associação de Prestadores de Registos de Domínios e Alojamento (APREGI) revelou ao final desta quarta-feira a sua posição ao Computerworld: “desde a sua constituição, em 2005, que a APREGI tem defendido a liberalização do registo em .pt.
Apresentou a ideia junto da FCCN, logo após a sua constituição, tendo também defendido a sua posição junto do Ministério da Ciência, Educação e Ensino Superior, entidade que tutela a FCCN e controla o Conselho Geral.
A liberalização dos domínios nacionais já ocorreu há diversos anos (antes de 2005) nos principais domínios europeus: .de, .fr, .co.uk, .es,…
Portugal tem estado atrasado nesta área, o que prejudicou o crescimento dos domínios nacionais, em benefício do registo em .com e, mais recentemente, .eu.
Este atraso deveu-se à total incapacidade do anterior Ministro da Educação, Mariano Gago, em ouvir os diversos interlocutores, relativamente a este assunto. Todo o sector (entidade gestora, principais associações do sector, Instituto do Consumidor, etc.) manifestou-se, por unanimidade, em sede de Conselho Consultivo da FCCN, a favor da liberalização das regras, que já deveria ter ocorrido em 2007.
Assim, é com satisfação e com expectativa que vemos a medida ser finalmente aprovada.
Vem tarde, mas poderá dar algum alento aos domínios .pt, que passarão a crescer a um ritmo superior e evitarão que as empresas e particulares recorram tão frequentemente ao .com.
Neste sentido, permite que algumas receitas se mantenham no país (agentes de registo e FCCN), em detrimento de prestadores internacionais de serviços de registo de domínios.
E permite também dar uma identidade nacional a muitos projectos e empresas, na Internet”.




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