25% dos tweets não merecem leitura

Twitter envia diariamente perto de 200 milhões de mensagens, mas apenas 36% agradaram aos 1443 voluntários de um estudo realizado em conjunto pela Carnegie Mellon, MIT e Georgia Tech, com um investigador português envolvido.

Apenas 36% das mensagens de Twitter  interessam aos subscritores do serviço de micromensagens, sugere um estudo desenvolvido pela Carnegie Mellon University (CMU), em parceria com o MIT e com o Georgia Tech. O mesmo trabalho, no qual participou o investigador Paul André, indica que apenas 25% dos 200 milhões de mensagens enviadas diariamente merecem leitura – tendo em conta a opinião de 1443 voluntários envolvidos no estudo.
Um dos  objectivos era perceber como será possível melhorar os tweets. “Se percebermos o que vale a pena ler e porquê, poderemos projectar melhores ferramentas para apresentar e filtrar conteúdo, assim como ajudar as pessoas a compreenderem as expectativas de outros utilizadores”, defende-se no estudo.
Perto de 39% não demonstraram uma opinião favorável em relação aos tweets postados.“Um tweet bem recebido não é muito comum. Uma quantidade significativa de conteúdo é considerado como não sendo muito interessante e que valha a pena ser lido, por várias razões”, diz Bernstein. “Apesar da natureza social do Twitter, os tweets que fizessem parte da conversa de outra pessoa, ou actualizações em torno de humor actual, foram os menos bem recebidos”, afirma. Por outro lado, tweets que incluíam perguntas aos seguidores, a partilha de informações e auto-promoção, foram os mais bem recebidos.

“Who Gives a Tweet?”

No contexto da investigação, Paul André, em conjunto com os seus colegas Michael Bernstein e Kurt Luther – estudantes de doutoramento no MIT e Georgia Tech, respectivamente – criaram o site “Who Gives a Tweet?” para recolher avaliações de tweets. Às pessoas que visitaram o site foi prometido feedback sobre os seus tweets, sendo que ao longo de 19 dias (no final de 2010 e início de 2011), 1443 visitantes qualificaram mais de 43.738 tweets de 21.014 utilizadores registados no Twitter.
Os investigadores reconhecem que os participantes do estudo não são representativos da totalidade dos utilizadores do Twitter. A maioria dos participantes foram encaminhados para o estudo através de amigos e de sites. Neste contexto, Luther reforça: “a nossa pesquisa é apenas um primeiro passo para se perceber o verdadeiro valor do Twitter. Diferentes grupos dentro do Twitter podem valorizar diferentes tipos de tweets por razões completamente distintas”.




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