Confiança aumentou para sector das TIC em África

A guerra das tarifas nas telecomunicações acabou e os fornecedores voltam-se para o desenvolvimento de produtos para atrair novos clientes.

O aumento de confiança dos empresários, economias em recuperação, os investimentos em infra-estrutura e no desenvolvimento de produtos melhorados irá conduzir o mercado de TI em África, dizem analistas.
Responsáveis da IDC e da Africa Analysis estão a projectar um crescimento dos serviços em nuvem à medida que a largura de banda se torna mais barata e as empresas buscam formas de reduzir despesas operacionais e de capital.
A IDC espera que os investimentos com TI no Médio Oriente, África e Turquia cresça 10% em 2012 e que a virtualização atinja o “status” de necessária, como pedra angular e fundamento para futura expansão.
“Várias organizações de médio e grande porte, tendo testado a virtualização em 2011, durante os esforços de consolidação dos data center, vão passar para uma adopção mais ampla com maior confiança em 2012. Desktop, armazenamento e as iniciativas de virtualização de aplicações vão ganhar impulso, em particular nas grandes organizações”, disse Jyoti Lalchandani, vice-presidente e diretor-geral da IDC no Médio Oriente, África e Turquia. “Os países africanos emergentes do Quénia e Nigéria também terão níveis mais elevados de adopção em 2012, à medida que os utilizadores começam a entender os benefícios”.
Em 2010, os gastos com serviços de TI abrandaram em África, mas os orçamentos das empresas internacionais começou mais uma vez a aumentar em destinos de terceirização como a África do Sul. Um estudo da IDC sobre serviços de TI na África do Sul lançado este mês mostra que o país registou um crescimento moderado.
“Após o congelamento nos orçamentos de TI, como resultado da crise económica mundial, 2010 viu uma recuperação nos gastos com serviços de TI”, disse Suzanne Nolan, analista de pesquisa para serviços de TI da IDC África do Sul. “O crescimento nos gastos de serviços de TI foi impulsionado pela recuperação da economia, aumento da confiança dos empresários, ampliação da disponibilidade de largura de banda, e vários investimentos em infraestrutura feitos no país em 2010”.
No sector das telecomunicações, a queda nas tarifas parou com os operadores a procurarem racionalizar as despesas ao invés de quererem ganhar mais assinantes. A aquisição pela Bharti Airtel da rede Zain na África sub-sariana anunciou as guerras tarifárias há dois anos mas, no final do ano passado, os custos das chamadas já tinham começado a subir.
“A era da guerra tarifária terminou; os operadores começaram a racionalizar as despesas operacionais e a estratégia de ganhar mais assinantes através da redução tarifária estará encerrada em 2012”, disse Dobek Pater, analista sénior de telecomunicações da Africa Analysis. “As economias de vários países da África estão a tornar-se mais caras para a gestão das empresas, portanto a única maneira de ter receita rentável é um preço do produto adequado”.
“Haverá um maior foco na prestação de serviço de qualidade aos assinantes, em vez de ganhar mais assinantes, especialmente com os grandes operadores que têm cobertura em muitos países; estratégias de retenção e de fidelização de assinantes vão ser a forma utilizada para isso”, acrescentou Pater.
Com mais operadores a lançarem a sua própria infraestrutura e a melhorarem a qualidade do serviço, a concorrência deverá ser elevada em países costeiros que têm cobertura de fibra óptica, enquanto os custos de conectividade nos outros países deve cair ainda mais.




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