Quatro tecnologias das TI de consumo disruptivas para as empresas

Já sem contar com a tendência Bring Your Own Technology, há várias tecnologias primeiro criadas para o mercado doméstico de TI, capazes de mudar as TI empresariais.

Muitos dos desenvolvimentos tecnológicos para o mercado doméstico também são aplicáveis aos sistemas empresariais. Nesse sentido, existem quatro tecnologias novas, que vão além das fronteiras do entretenimento e da produtividade pessoal e podem ser usadas para resolver grandes problemas em ambientes empresariais.
Virtualização mais fácil de desktops
Uma das referidas tecnologias é a virtualização de desktops. O próximo passo na virtualização (após a dos servidores) está a enfrentar alguns obstáculos técnicos de preço. Mas muitas situações poderiam ser resolvidas com a adopção de soluções voltadas para o mercado doméstico como a OnLive Desktop Virtual, apresentada na CES 2012.
Esta ferramenta fornece um ambiente de desktop para o Windows e iPad, oferecendo sincronizações semelhantes às soluções de alto desempenho. Custa  menos de dez dólares por utilizador, e em breve haverá uma versão disponível para Android, iPhone e Mac.
Claro que para garantir o seu sucesso, o OnLive terá de se aliar a uma empresa do tipo IBM ou Dell, de modo a criar um grande mercado para esta solução. Mas a empresa já planeia adicionar a sua oferta às ofertas de cloud privadas.
Mais tempo “acordados” e mais baratos
A grande aposta da Intel para os utilizadores finais são os ultrabooks, as equipamentos que prometem os benefícios de utilização de um MacBook Air, mas correndo o  Windows. Esse tipo de dispositivo deverá custar perto de 750 euros, um preço bastante atraente, e com mais leve do que os portáteis mais comuns, embora tendo baterias de maior duração.
O Dell XPS 13 ou ultrabooks HP Folio são os primeiros posicionados  mais especificamente para os ambientes empresariais. Podem suportar uma mudança disruptiva na forma de trabalho de muitos profissionais.
Gaze e Kinect e o “toque” dos olhos
Duas soluções, as interfaces Gaze e Kinect, são claramente orientadas para o mundo do entretenimento em particular. Mas com potencial muito interessante no ambiente profissional. Kinect é a interface de interacção por movimento da Xbox, projectada para suportar o controlo de jogos sem necessidade de um controlador físico. O Windows Kinect deverá também funcionar com o Windows 7, avanço útil em situações nas quais os teclados e os ratos atrapalham mais do que ajudam.
O mesmo componente poderá ser usado para suportar uma interacção semelhante à táctil em computadores cujo ecrã não reaja  e esse tipo de estímulos. Um interessante complemento do Windows 8 será a tecnologia Gaze desenvolvida pela Tobii.
No essencial ela permite a um utilizador controlar um cursor num ambiente de trabalho,com os olhos. Utilizado com uma interface de voz ou usando o pestanejar em vez de cliques, a tecnologia pode trazer uma interacção semelhante à táctil – particularmente  útil  para pessoas com deficiência física.
Mas além desses indivíduos que sentem dificuldade em usar um rato na sua profissão, embora precisem de o fazer: é  caso de cirurgiões forenses, mecânicos ou até agente policial.
Protecção acrescida com HZO e Liquipel
Na CES 2012 foram apresentadas duas tecnologias ou materiais aparentemente destinados, para impermeabilizar dispositivos tecnológicos: a HZO e a Liquipel. O HZO é aplicado durante o fabrico dos aparelhos, aos componentes dos mesmos.
O Liquipel é um revestimento capaz de criar uma barreira de resistência à água, evitando danos na parte exterior do dispositivo.
As duas tecnologias poderão ter um  impacto importante a longo prazo, aumentando o tempo de vida dos dispositivos tecnológicos protegendo-os da condições do ambiente em que funcionam.




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