Sete verdades sobre a consumerização das TI

Cada vez mais funcionários de empresas estão a usar dispositivos pessoais e serviços de cloud computing, por sua iniciativa, para trabalharem. Com boas e más consequências.

Os utilizadores  empresariais de tecnologias de informação deixaram de ser ignorantes sobre a tecnologia, muitos são até fascinados pelas mesmas. Por outro lado, as ferramentas tradicionalmente posicionadas para o mercado de consumo, são muitas vezes superiores às ferramentas ditas profissionais.
Os empregados estão a usar cada vez mais dispositivos móveis, serviços de cloud computing, redes sociais e outras ferramentas de software. Tem todos implicações boas e más para a capacidade de resposta, produtividade, governo e segurança das empresas.
Neste contexto, vale a pena rever sete aspectos a ter em conta na estratégia para lidar com a tendência da consumerização da TI.
Não se consegue pará-la (nem se deve querer fazê-lo).
Seja quais forem as razões levantadas pelas TI para manterem o controlo sobre a tecnologia da empresa, isso não importa. Os utilizadores estão a escolhendo e a usar a sua própria tecnologia, e não é porque sejam fãs incapazes de se conterem face a uma marca.
A tendência de consumerização é imparável e fundada em necessidades de negócio das empresas. O problema não é saber como barrar a tendência, mas perceber como fazer para se trabalhar nessa realidade.
É realmente uma questão de gestão
A consumerização de TI exige fundamentalmente empregados de confiança, sem tentar programá-los para comportamentos cristalizados ao restringir a adopção de tecnologias. Saber em quem confiar para aquilo que é, em última análise, uma questão de gestão – explorando a paixão e a capacidades das pessoas – acaba por excluir os empregados prevaricadores, incapazes de demonstrar discernimento e merecer confiança.
Da mesma forma, adoptar uma atitude mais ponderada sobre os riscos permitidos e flexível é uma questão de gestão impossível de resolver com a tecnologia. A consumerização das TI  afecta os negócios e a gestão de TI da mesma forma.
Fazer gestão de dispositivos é um bom primeiro passo
Embora a consumerização abranja dispositivos móveis, serviços de cloud computing, aplicações de desktop, e redes sociais, é bom começar com os dispositivos, dado essas plataformas virem com componentes de API, capazes de suportar uma abordagem baseada em políticas para acesso e gestão da informação. Além disso, os principais casos de adopção são relativos ao acesso a plataformas de e-mail.
Associar os dispositivos ao sistema de permissões de acesso  (como o Active Directory) será uma medida de segurança natural. Mas claro, a gestão de dispositivos móveis deve incluir o dispositivo em si, a rede, as aplicações, o acesso e a gestão da informação – são aspectos a ter em conta também  para dispositivos fixos.
Legislação sobre propriedade da informação é instável

Embora se possa ter a certeza de que as informações transmitidas através de contas de e-mail e outras pertencentes às empresas, são propriedade das organizações. Mas as leis são menos claras sobre a informação transmitida através de contas de funcionários e redes sociais, mesmo durante o trabalho.
A forma como as leis e decisões judiciais começam a dar uma melhor forma às regras exige acompanhamento de proximidade.
Participação em redes internas  não pode ser decretada
Ao perceberem o sucesso do Twitter e do Facebook, muitas empresas implantam plataformas internas sobre as quais incentivam a construção de uma comunidade. O problema é que as abordagens decretadas não encorajam a constituição de comunidades construtivas, nem as tecnologias normalizadas e inflexiveis.
As redes sociais precisam de ser nutridas nas suas muitas formas. Além disso, é preciso confiar nas pessoas para se poder criar um ambiente vibrante, comunidades visíveis capazes de serem embaixadores da organização.
Experiência do utilizador não pode ser defraudada
Muitas aplicações internas e empresariais têm interfaces de utilizador pobres proporcionando más experiências. Segundo o CIO da SAP, Oliver Bussman, isso vai deixar de poder acontecer: os utilizadores têm agora aplicações pessoais e serviços, que lhes aumentam as expectativas.
Os departamentos de TI e programadores nas empresas precisam de ser muito sensíveis em relação às interfaces, e à possibilidade de os utilizadores migrarem para aplicações e dispositivos externos se as tecnologias das empresas falharem. Os departamentos de TI devem prever maiores gastos de tempo e esforço em questões relacionadas com a experiência do utilizador – sob pena de serem ou ficarem ainda mais marginalizadas.
A concorrência já está a trabalhar sobre o assunto
Apesar das preocupações sobre segurança e gestão da informação serem legítimas, muitas empresas estão a perceber o potencial de permitir que os empregados usem dispositivos móveis pessoais para trabalhar,  usufruam de serviços de cloud computing, redes sociais e aplicações de desktop especiais. Assim estão já a forjar esforços para suportar a consumerização, aprender a equilibrar a segurança com a disponibilização de recursos.




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