Novabase procura ganhar competitividade

A empresa portuguesa inaugurou hoje o seu Centro de Operações no Parque Oriente, uma infra-estrutura com a qual pretende obter maiores níveis de competitividade para servir a sua internacionalização.

O CEO da Novabase, Luís Paulo Salvado considerou a internacionalização como o principal desafio da empresa em 2012, durante a apresentação do seu centro novo Centro de Operações.  Em declarações para o Computerworld, o responsável explicou que a nova infra-estrutura servirá para a empresa ganhar competitividade na abordagem ao mercado internacional – embora também possa servir projectos nacionais. A empresa previa obter um facturação próxima dos 230 milhões de euros em 2011 (as contas ainda forma fechadas), 20% dos quais realizados no estrangeiro.
A Novabase espera conseguir reduzir custos importantes para na prestação de serviços de suporte de “primeira linha” a algumas operações internacionais, diz Salvado. “Com a coordenação no centro será possível partilhar recursos e trabalho entre projectos e operações. Além disso, o centro o permitirá  proporcionar serviços de suporte, com alta disponibilidade, sem ser necessário ter recursos humanos localizados no país do cliente, explica.
O novo espaço ocupa mais de três mil metros quadrados e concentra competências de desenho e implementação de projectos de infra-estruturas tecnológicas de grande dimensão. E a empresa conta passar a suportar “várias dezenas de contratos” através do centro, após avaliação prévia da viabilidade do modelo para cada um deles, mediante a natureza dos mesmos.
Segundo Salvado, 70 a 75% dos contratos poderão ser suportados pelo centro, na componente de assistência de primeira linha. Para já estão a  trabalhar no centro 50 pessoas, mas “num processo gradual” poderão chegar aos 200 funcionários.
De acordo com o director-geral foram investidos dois milhões de euros no novo centro, dos quais metade só na plataforma de operacionalização e gestão dos serviços –núcleo do Agile Center.
Este foi equipado com tecnologias colaborativas de diagnóstico e comunicação que permitem avaliar remotamente o estado, o desempenho e os níveis de utilização das infra-estruturas tecnológicas e das aplicações geridas pela Novabase em Portugal ou em qualquer outro país, segundo um comunicado. É uma estrutura de serviço em regime de outsourcing, concebida para funcionar 24 horas por dia, sete dias por semana. promove também a interação com clientes e parceiros através de videoconferência e telepresença.
Segundo a Novabase, foi dada uma especial atenção à qualidade do espaço de trabalho: responde aos requisitos dos sistemas de gestão ambiental e de saúde e segurança no trabalho definidos na empresa. E obedece às normas de ergonomia ISO11064 (Ergonomics Design of Control Centres) e ISO9241-5 (Ergonomic Requirements for Office Work With Visual Display Terminals).
O centro de operações dispõe ainda de uma área dedicada à logística, áreas de staging, que permitem a preparação, configuração e testes a equipamentos e, ainda, laboratórios de experimentação de soluções não só da Novabase como de parceiros.
Na apresentação do centro de operações, o chairman da Novabase salientou as virtudes dos serviços de outsourcing de TI e de Business Process Outsourcing: como factor de criação de emprego, a médio e longo prazo, e de fixação de população no interior , beneficiando das redes de comunicação no país. Além disso, mantém os recursos humanos afectados, próximos do núcleo do negócio das organizações – dado que as TI estão cada vez mais no centro das empresas.
Convidado para a inauguração do centro, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, elogiou a Novabase como exemplo a seguir dado ser uma empresa voltada para a internacionalização, dinâmica e apostada na inovação.




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