PMEs criam 85 % dos novos empregos europeus

“As micro empresas dominam” o sector das PMEs em Portugal, “muito mais do que em qualquer outro” país europeu, diz estudo da Comissão Europeia.

Em Portugal, “as micro empresas dominam” o sector das pequenas e médias empresas (PME), “muito mais do que em qualquer outro Estado-membro”, contando como 5% do total das micro-empresas europeias.
Segundo um estudo sobre o contributo essencial das PME para a criação de emprego, hoje apresentado pela Comissão Europeia, a média de empregos nas PMEs em Portugal (2,7 pessoas) é mais reduzida do que a média europeia de 4,3. O emprego nacional parece estar mais concentrado no fabrico (25% contra a média de 22% para a UE) e menos nos serviços (29% para 37%).
Em termos de criação de empresas, emprego e valor acrescentado, as PMEs portuguesas foram mais “dinâmicas” que as europeias – principalmente no campo das micros, enquanto as pequenas, médias e grandes empresas acompanharam a média europeia.
O estudo revela ainda que 85% dos novos postos de trabalho entre 2002 e 2010 na União Europeia foram criados por PMEs e, nesse período, o emprego líquido anual criado na UE aumentou, em média, 1,1 milhão de novos postos de trabalho. “Com 1% por ano, o crescimento do emprego nas PME foi mais elevado do que nas grandes empresas (0,5 %). Uma clara excepção é o sector do comércio, onde o emprego nas PME aumentou 0,7 % ao ano, face a 2,2 % nas grandes empresas”, devido ao “aumento significativo” de grandes empresas comerciais, nomeadamente no sector da venda, manutenção e reparação de veículos automóveis.
Dentro do grupo das PME, foram as microempresas (com menos de 10 trabalhadores) as principais responsáveis pelo maior crescimento líquido do emprego, com 58 %. Seguem-se as novas empresas (com menos de cinco anos), com as ligadas aos serviços empresariais responsáveis por 27% dos novos empregos, enquanto “as novas empresas nos sectores dos transportes e da comunicação representam o contributo mais pequeno (6 %)”.
O estudo prossegue que, “com a crise económica de 2009-2010, o número de postos de trabalho nas PME diminuiu em média 2,4% por ano, contra 0,95% por ano nas grandes empresas. A evolução do emprego manteve-se negativa em 2010, mas as expectativas para 2011 melhoravam no momento de realização do estudo. A percentagem das empresas que contavam despedir trabalhadores em 2011 era inferior à percentagem das empresas que efetivamente despediram trabalhadores em 2010”.
Além dos efeitos no emprego, segundo a Comissão, “os efeitos negativos da crise mais importantes para as empresas foram a redução geral da procura total dos seus produtos e serviços (mencionada por 62% das empresas), seguida do agravamento das condições de pagamento pelos clientes (48% das empresas) e da escassez de fundo de maneio (que afetou 31% dos inquiridos)”.
O estudo nota ainda que “a inovação parece ter efeitos positivos”, dado que “as empresas inovadoras, bem como as empresas de países mais inovadores, registam com maior frequência um crescimento no emprego e taxas mais elevadas de crescimento do emprego”.
Nesse sentido, “as PME inovadoras ou empresas que operam em economias mais inovadoras sofreram menos com a crise económica. Por exemplo, se a diminuição da procura total é referida por 70% das empresas em países considerados inovadores modestos, o valor correspondente é de 45% para os países líderes em inovação”.
Por fim, o estudo refere que, “em média, é um facto que o emprego nas pequenas empresas é menos produtivo, menos remunerado e menos sindicalizado do que o emprego nas grandes empresas. Contudo, as microempresas referem uma vantagem competitiva sobre os seus concorrentes no que diz respeito a aspectos ‘brandos’ dos recursos humanos das empresas: ambiente de trabalho, equilíbrio entre vida profissional e privada e maior flexibilidade do horário de trabalho”.
O estudo baseou-se num inquérito às empresas realizado no final de 2010, nos 27 Estados-Membros da UE e ainda na Albânia, Croácia, antiga República Jugoslava da Macedónia, Islândia, Israel, Liechtenstein, Noruega, Montenegro, Sérvia e Turquia.



  1. José de Figueiredo 20 de Janeiro de 2012, 1:47

    É uma realidade! Infelizmente, o Governo e os Politicos deste País, não têm essa noção!Nem os media, dão grande enfase a a este facto! Veja a quantidade de PMEs e Micro Empresas, a politica do Governo de José Sócrates destruíu! Uma empresa pode ter dividas ao Estado, sobretudo em sede de IVA (porque não cobrou dos seus clientess), sendo viável e com vontade de honrar os seus compromissos. Mas o que se passou, é que a pressão exercida pelo Ministério das Finanças s/ os Chefes das Repartições – e também o mau carácter de muitos, e o apetite por grande negociatas -, levoue à penhora de créditos e bens produtivos como máquinas – para além da venda ao desbarato de património dos gerentes -,provocando falências sobre falências. Daí as taxas de desemprego! E quem é hoje, o pequeno ou médio empresário, que viu uma vida de trabalho e de luta ser destruída pelos Chefes dos Serviços de Finanças,que tem confiança para voltar a investir, criando riqueza e postos de trabalho? Só quem for insensato!As próprias situações de insolvência, lideradas por oportunistas e incompetentes, levou à não recuperação de muitas empresas viáveis, com clientes e know how, cujo património foi vendido ao desbarato, satisfazendo os interesses e ambições de muitos! Qual a razão, porque se esconde o facto de um gerente de uma empresa que encerra, não tem direito a subsídio de desemprego, ou qualquer outro rendimento de sobrevivência! Mesmo que, como eu e muitos milhares, tenho descontado para a S Social 40 ou mais anos! É vergonhoso!E revoltante!E perante estas injustiças, ainda ouvimos as lamúrias dos Funcionários Públicos, profissionais previligiados toda uma vida.
    Este, é o Portugal Democrático!!!
    José Manuel de Figueiredo

Deixe um comentário

O seu email não será publicado