Inscrição para novos domínios genéricos começa hoje

Sites poderão ter domínios diferentes dos tradicionais “.com” ou “.org”. Para a ICANN, a “Web deixará de espelhar apenas um país”.

A Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (ICANN, na sigla em inglês) vai passar a aceitar solicitações de novos domínios genéricos (gTLD), apesar das objecções feitas ao plano, afirmou o CEO Rod Beckstrom.
As candidaturas poderão ser enviadas a partir desta quinta-feira, no que já é chamada de uma nova era para a Internet. Segundo Beckstrom, os domínios trarão significativos benefícios, incluindo a criação de “scripts” que não estejam nas línguas latinas ou inglesa.
Metade dos utilizadores da Internet são asiáticos, porém não possuem domínios nos seus idiomas, alega o CEO. Com os novos gTLDs, a Web “ficará mais parecida com o mundo, e deixará de espelhar apenas um país”, afirmou, em referência aos Estados Unidos.
Desde 2005, a ICANN conduziu 45 sessões de comentários sobre o plano, a fim de receber críticas e sugestões. Graças à colaboração, ela desenvolveu diversos sistemas de protecção a marcas registadas, preocupação expressa por muitas empresas que temiam perder o controlo sobre os seus nomes nos novos domínios.
“Há uma boa quantidade de interessados que está à espera há muito tempo”, disse o CEO. “Não há informações diferentes das que todos já conhecem. Os tópicos são os mesmos, e foram discutidos nos últimos cinco a seis anos”.
Os registos poderão ser maiores que os tradicionais “.org”, “.com” ou “.pt”. O custo para a criação deverá rondar os 200 mil dólares. Em Maio, a ICANN publicará a lista de candidatos, e haverá 60 dias para que o público envie críticas. As empresas terão sete meses para protestar contra os domínios, mas, caso percam, terão de arcar com o custo do processo.
A Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês) chamou a iniciativa de um “potencial desastre” para empresas e consumidores. Dan Jaffe, vice-presidente de relações governamentais na Associação Nacional dos Publicitários – um dos grupos que se opõe ao plano – acusou a ICANN de encobrir as críticas a fim de levá-lo adiante.
Beckstrom, porém, realça que continuarão a trabalhar numa série de assuntos, principalmente quanto à precisão do banco de dados. “O ICANN é aberto, cujos processos são guiados pela comunidade”.
(IDG News Service/IDG Now!)


Tags


Deixe um comentário

O seu email não será publicado