Desafios no uso de energia solar nos telemóveis

O maior desafio é o tamanho limitado da cobertura traseira do telemóvel, de acordo com a Nokia.

Carregar um telemóvel usando simplesmente um painel solar de carregamento na parte traseira é possível mas um desafio, concluiu a Nokia depois de terminar um projecto de investigação sobre este assunto.
Há ainda algum caminho a percorrer antes de uma solução viável e despreocupada poder ser alcançada, de acordo com a Nokia. Quando cuidadosamente posicionados, protótipos de telefones desenvolvido pela empresa e testados como parte do projecto foram capazes, no máximo, de armazenar energia suficiente para manter o telefone em modo de espera, mas com uma quantidade muito limitada para tempo de conversação, escreveu a Nokia num seu blogue.
O maior desafio é o tamanho limitado da tampa traseira do telemóvel, que restringe o tamanho do painel e a medida em que a bateria pode ser carregada, de acordo com a Nokia.
Resultados razoavelmente bons foram obtidos quando se carregou o telefone enquanto se movimentava ao ar livre, por exemplo, num suporte ao pescoço. No entanto, aquela não é “a forma mais elegante ou conveniente, e é necessária uma outra solução”, diz a Nokia, sem propor alternativa.
Os melhores resultados de teste foram alcançados no Quénia. O protótipo da Nokia também foi testado no sul da Suécia, no círculo Ártico e no Mar Báltico.
Carregar telefones móveis usando o sol não é um conceito novo. Por exemplo, a Nokia lançou o que a empresa alega ser o primeiro telefone movido a energia solar em 1997.
Mais recentemente, fabricantes como a Samsung e a LG introduziram smartphones com um painel solar na tampa traseira. O Samsung S7550 Blue Earth e LG GD510 Pop foram ambos anunciados em 2009.
Os fabricantes acharam que seriam capazes de capitalizar o interesse público por produtos ecologicamente correctos, de acordo com Francisco Jeronimo, gestor de investigação da IDC. Mas os consumidores não estiveram dispostos a pagar mais pela adição de um painel solar, e a tecnologia não estava e ainda não está madura o suficiente para ir para o mercado, disse ele.
Ainda assim, nalgumas partes do mundo onde a electricidade é um recurso escasso, faz sentido utilizar a energia solar, mesmo que a tecnologia esteja longe de estar perfeita, de acordo com Jeronimo.




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