Grupo de hackers publica mais dados da Stratfor

O lote de dados inclui 75 mil nomes e endereços dos assinantes do serviço de análise da organização. Mas o mais interessante pode estar ainda por emergir: mensagens de e-mail internas.

Um grupo de hackers lançou outro lote de dados roubados à Stratfor Global Intelligence, a empresa de pesquisa e análise cujo site foi atacado no fim de semana passado.
São dados alegadamente associados a pessoas que compraram pesquisas à Stratfor, incluindo nomes, endereços de correio electrónico e números de cartões de crédito. Mas um porta-voz do Anonymous – ao qual pertencerão  o referido conjunto de hackers – revelou que o ataque não tinha como objectivo obter essas informações, e sim outras ainda por revelar.
Os hackers descreveram os dados no Pastebin, fornecendo vários links ou ligações para sites de alojamento da informação – onde supostamente estarão as listas. Salientam ainda que cerca de 50 mil dos endereços de e-mail terminam em “mil.” ou “. Gov”, associando os entidades estatais e governamentais.
Os dados englobam 75 mil nomes, números de cartão de crédito e “hashes MD5”, ou representações de cifragens de senhas de clientes da Stratfor. O grupo acrescenta que os dados contêm 860 mil nomes de utilizador, endereços de e-mail e hashes MD5 de senhas, pertencentes a pessoas registadas no site da Stratfor.
A Stratfor, prometeu oferecer aos atingidos uma assinatura anual gratuita dos serviços de um fornecedor de protecção de identidade.O CEO da Stratfor, George Friedman, admitiu na página da empresa no Facebook, segunda-feira, que a intrusão levara à publicação dos nomes de alguns clientes empresariais juntamente com dados pessoais e de cartão de crédito.

Um primeiro lote de dados foi disponibilizado pelos hackers logo após a violação de segurança. A Stratfor negou tratar-se de dados sobre uma lista de “clientes particulares”, como alegavam os hackers:  seria, segundo a empresa, uma lista dos membros que teria comprado uma publicação.
Dor de cabeça anunciada
Barrett Brown, porta-voz do grupo de hackers Anonymous, escreveu no Pastebin, segunda-feira, que os hackers não tencionavam roubar números de cartão de crédito, mas sim 2,7 mensagens de e-mail internos.
“Esse acervo de dados inclui a correspondência entre milhares de contactos que interagiram com empregados da Stratfor ‘off the record’ durante mais de uma década”, escreveu Brown. “Muitas dessas pessoas trabalham para grandes corporações do sector militar e dos serviços de inteligência, agências governamentais e outras instituições.” Esses e-mails ainda não foram publicados e podem constituir outra dor de cabeça para a Stratfor.




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