Notícias de TI que vai ler em 2012

Whitman põe a HP em ordem, ciberataques maiores e mais arrojados, Oracle e Google resolvem o seu diferendo com a Java, e mais.

Eis algumas previsões para os próximos 12 meses:

HP de volta ao seu foco
Meg Whitman vai ser o tónico necessário à Hewlett-Packard, que vai recuperar o seu foco ao longo de 2012, mostrando uma estável, talvez lenta, melhoria. E, ao contrário do sentimento popular, o webOS não vai desaparecer, mas vai encontrar apoio na comunidade open-source de programadores e amadores.

Ciberataques tornam-se mais assustadores
2012 será o ano em que um ciberataque vai atingir fortemente uma empresa de serviços críticos [“utility”] dos EUA, afectando uma rede eléctrica. Nessa mesma linha, sistemas de controlo industrial no Irão vão ser abalados com um ciberataque sustentado que fará o Stuxnet parecer uma brincadeira de criança num ano em que cada vez mais se vai achar que a ciber-sabotagem e a ciberguerra são realidades que se devem ter em conta.

Apple descola
Outras empresas de pesquisa vão juntar-se à Canalys na contagem dos tablets como vendas de PCs, que fez a Apple saltar para líder a nível mundial no terceiro trimestre, ultrapassando a HP. O iPad 3 será lançado em Abril e com ele baixam os preços dos iPad 2, fazendo-os voar das prateleiras das lojas. Depois de ganhar balanço na quota de mercado até meio do ano, as vendas do iPad vão estabilizar no segundo semestre de 2012, embora nenhum outro tablet vá emergir como sério concorrente do iPad.

Windows 8 não vai impulsionar a Microsoft
O Windows 8 vai ser lançado e vai depender das vendas dos novos PCs com esse OS para arrancar. Os utilizadores que não pretendem comprar novos PCs serão ainda mais lentos a actualizar do Windows 7 e não estarão inclinados a avançar para o 8 (embora a tendência de saltar para os Macs vá continuar). Quanto aos tablets, a Microsoft não vai animar esse mercado porque entra tarde no jogo, quando os utilizadores dos iPad tendem a ser apaixonados pelos seus tablets e o Android tem agora também uma sólida base de fãs.

Fusões móveis
Antes da estrutura de co-CEO da Research In Motion abanar sob a fragilidade da empresa, cuja quota de mercado continuará a diminuir, a RIM será apanhada – a Dell pode ser o comprador mais provável – e tanto a James Balsillie como a Mike Lazaridis ser-lhes-á mostrada a porta da rua.

Junte-se à rede do Larry
Apesar de Larry Ellison não ter feito uma aquisição espalhafatosa há algum tempo e apesar da compra da RIM ser uma estalada na cara da Google, achamos que a Oracle vai comprar uma empresa de rede social para reforçar o impulso que fez nessa área. (Talvez a Yammer ou a Jive?)

Oracle e Google entendem-se
Falando da Oracle e da Google, eles vão resolver o seu diferendo sobre as patentes relacionadas com a Java, com a Google a concordar licenciar a Java por um valor não divulgado.

Facebook faz imenso dinheiro, depois enfrenta a realidade
Quando for colocada em bolsa, e atinja o seu falado objectivo de 1000 milhões de dólares, a liderança do Facebook estará cada vez mais sob a pressão de investidores e accionistas para continuar a crescer nos resultados financeiros. Mas o seu preço das acções vai voltar à Terra depois de uma breve subida. As questões da privacidade vão continuar a importunar o site, assim como as “melhorias” que a sua equipa de desenvolvimento atira para fora num fluxo aparentemente interminável e constante. A realidade da gestão de uma empresa com accionistas irá provar-se pesada e, no final do ano, haverá mexidas na gestão do Facebook.




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