Anonymous desmarca-se de ataque à Stratfor

Surgem sinais de divergências entre o grupo de hackers: um comunicado atribui o ataque a um conjunto de hackers mais restrito ligado a Sabu, suposto líder do grupo LulzSec.

Um comunicado do grupo de “hacktivistas” Anonymous nega o seu envolvimento oficial no ataque à Stratfor, instituto de segurança nos Estados Unidos. Segundo uma notícia da BBC,  os sistemas dessa organização foram acedidos pelos referidos hackers.
Mas um comunicado do grupo revela que se tratou de uma operação de um conjunto de hackers mais restrito, ligado a Sabu, líder dos LulzSec – os quais se juntaram ao Anonymous, em Junho.
No documento, os supostos líderes criticam o ataque à Stratfor e a atitude de Sabu e seguidores mais directos, por estarem mais interessados em obter protagonismo oportunista. Levanta também a hipótese de Sabu ser apenas um agente provocador e ter uma agenda escondida, para a qual conseguiu ludibriar alguns operacionais  dos Anonymous.
Assim, o suposto porta-voz dos Anonymous reconhece o mérito da Stratfor e estipula que as fontes dos média não são os seus alvos.
Sobre a informação usurpada, confirma a alegação do instituto de que se tratam de dados de subscritores do seu serviço de notícias.
A peça noticiosa da BBC diz que o Anonymous anunciou ter violado os sistemas de protecção da Stratfor, cuja carteira de clientes engloba a American Express e as Forças Armadas dos Estados Unidos. Os hackers publicaram um link com uma lista, alegadamente, de clientes da empresa. De acordo com os hackers, isso terá sido possível porque os dados não estavam cifrados.
Segundo a BBC o grupo de contestação pode ter usado os números de cartão de crédito aos quais teve acesso, para roubar perto de um milhão de dólares – dinheiro depois doado a instituições de caridade.

No entanto, a intenção manifestada pelos “hacktivistas” era apenas a de tornar públicos os nomes dos clientes da empresa de segurança. De facto, o instituto privado de segurança tem uma carteira de clientes onde se incluem várias instituições do governo dos Estados Unidos e algumas das maiores multinacionais do mundo, como a Morgan Stanley.

Este é um dos ataques mais importantes dos referidos hackers. Há meses que não tinham feito uma operação com esta escala e, no caso da Stratfor, destaca-se também por ter como alvo uma empresa de segurança com clientes muito importantes incluindo, além das já referidas, empresas tecnológicas como a Cisco e Accenture.
A Stratfor confirmou o ataque e assegurou que, como medida de precaução, vai manter suspenso o funcionamento dos seus sistemas e servidores de e-mail. Assegura também que está a trabalhar com as autoridades para identificar os culpados.




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