Fragmentação de redes 4G vai gerar smartphones mais caros

Para consultora, grande número de frequências LTE será mau para os consumidores. A tecnologia deve atingir 300 milhões de utilizadores em 2015.

A grande quantidade de espectro de banda usada para as ligações LTE (Long-Term Evolution) resultará em aparelhos mais caros, e também tornará menos provável a capacidade de fazer roaming global com a tecnologia, diz a consultora Wireless Intelligence, ligada à organização da indústria GSM Association.
A consultoria prevê que haverá 38 combinações diferentes de frequências de espectro usadas em aplicações de LTE até 2015, graças a leilões de espectros em andamento, renovação de licenças e iniciativas de realocação ao longo de uma grande variedade de bandas de frequência, informou a Wireless Intelligence no novo relatório “Global LTE Network Forecasts and Assumptions – One Year On“.
Essa fragmentação terá várias repercussões, de acordo com o analista sénior da Wireless Intelligence e autor do relatório, Joss Gillet. “O número de combinações significa que as economias de escala não serão tão boas e que os preços não cairão tanto quando aconteceria se menos bandas de espectro fossem usadas à medida que o volume aumenta”, diz Gillet.
Actualmente, um smartphone equipado com LTE custa o dobro de um aparelho baseado em 3G, o que significa que as operadoras precisam de dar mais subsídios para a entrada do produto no mercado. Mas não é possível as operadoras fazerem isso em todo o mundo, porque o retorno médio por utilizador é muito menor do que, por exemplo, nos Estados Unidos.
A fragmentação de espectro também torna mais complicado e caro fabricar smartphones que podem se ligar-se à Internet usando a LTE em todo o mundo.
As regiões da Ásia-Pacífico, Europa Oriental, Oriente Médio e África são as que usarão a mais ampla variedade de combinações de espectros, enquanto que a nos EUA e Europa Ocidental será menos complicada.
Mas nem todos concordam que a fragmentação do espectro é o maior problema para a introdução da LTE no mercado. O desenvolvimento em curso de chipsets mais avançados resolverá os problemas criados pela fragmentação, de acordo com o cofundador e CEO da consultora de mercado Northstream, Bengt Nordström. Em vez disso, ele opõe-se ao leilão de espectro. “Na verdade, os governos estão a ficar com dinheiro das operadoras que poderia ser usado para uma introdução mais rápida das redes LTE”, diz Nordström.
Até 2015, haverá mais de 200 redes LTE em mais de 70 países. Um grande aumento em comparação às 40 redes em 24 países actualmente, de acordo com o relatório da Wireless Intelligence.
Entretanto, o número de ligações LTE deve crescer de sete milhões para 300 milhões entre 2011 e 2015. Durante esse período, o número total de ligações 3G – no qual a Wireless Intelligence inclui a LTE – vai quase duplicar para alcançar cerca de 3,4 mil milhões.
(IDG News Service/IDG Now!)




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