Será impossível evitar a partilha de dados de localização

O valor do negócio associado é demasiado elevado para ser ignorado pelas empresas, interessadas em reduzir custos e aumentar receitas. E sem disponibilidade para proteger dados privados de localização.

O valor de dados de localização de utilizadores de dispositivos móveis é tão grande, que em breve as pessoas não serão capazes de optar por não os partilhar com as empresas. O alerta é feito pelo especialista em segurança de TI do ISACA,  Richard Hollis – membro do subcomité de advocacia de governo e regulamentação do ISACA.
Tendo a possibilidade de utilizar dados de localização, as empresas conseguem aumentar as suas receitas e reduzir os seus custos. Por isso, será cada vez mais difícil aos utilizadores, manter esses em privado, considera o especialista.
“Acredito que estamos na iminência de perder a opção de dispensar serviços baseados em dados de localização”, disse Hollis – um dos oradores da conferência “A Fine Balance 2011: Location and Cyber Privacy in the Digital Age”, organizada esta semana em Londres, pela ICT Knowledge Transfer Network.
Exemplos de como as empresas estão a usar dados de geo-localização são os casos da O2 e da Virgin. A O2 espera aumentar as suas receitas através de actividades de marketing directo contextualizado. E a Virgin Media diz estar a gerir os seus engenheiros com maior eficiência usando um sistema de gestão de força de trabalho móvel da TOA Technologies.
A aplicação dá-lhe maior visibilidade sobre a actividade dos seus empregados, e em simultâneo oferece aos clientes janelas de agenda para marcação de reuniões. “’Onde você está’ é a pergunta que as empresas estão a colocar hoje em dia”, diz Hollis.
Para ilustrar como as empresas dão valor a dados de localização, Hollis revelou como foi a cinco bancos pedir um cartão bancário sem chip de RFID e nenhum tinha oferta para tal. “Os dados de geolocalização representam dinheiro. São mesmo mais valiosos do que as informações de cartão de crédito”, considera.
E Hollis alerta para o facto de não haver ninguém no mundo dos negócios disposto a assumir a responsabilidade pela protecção  de dados privados de localização. Acredita também que se a questão não se tornar  pessoal para os utilizadores – e sem a preocupação dos mesmos –, não será colocada legislação em vigor para protegê-los.
“A indústria como um todo está a dizer aos utilizadores ‘cuidado'”. Agora é tudo sobre eles “, afirma. No Reino Unido, o gabinete do comissário de informação revelou que vai alargar a abrangência das suas actividades de auditoria ao sector privado – por estar cada vez mais preocupado com a utilização de dados de localização.




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