Segurança pode alimentar a próxima “bolha”

O sub-sector da segurança dos sistemas de informação tem gerado algumas bolhas de investimento, e houve aquisições no valor de 10,1 mil milhões de dólares este ano, segundo a PricewaterhouseCoopers.

As ameaças digitais são hoje uma das principais preocupações de um CIO. Todos vêem na insegurança dos sistemas de informação uma potencial fonte de problemas para a infra-estrutura e para a própria empresa. Segundo os resultados fornecidos por um estudo da PricewaterhouseCoopers (PwC), o sector de segurança de TIC deverá gerar um volume de negócios anual em torno dos 60 mil milhões de dólares.

Com a excepção do ano de 2009 (pela recessão), durante os últimos três anos os gastos com empresas de segurança têm aumentado e atingiram níveis máximos em 2011. Por outro lado, as operações de compra e fusões atingiram o valor de 10,1 mil milhões de dólares, incluindo os 7,8 mil milhões pagos pela Intel para adquirir a McAfee, em Fevereiro. A Dell desembolsou  612 milhões pela SecureWorks e a Raytheon custou 490 milhões.

As razões por trás desta explosão variam muito, dependendo da natureza do fabricante em questão. Por exemplo, os fornecedores de equipamento de segurança para a defesa nacional vêem este mercado, como forma de diversificar o seu portefólio de negócios. Serve também para sobreviverem às restrições orçamentais impostas pela NATO.

Em sentido contrário, os fornecedores tradicionais de TIC vêem no segmento uma nova oportunidade de negócio, lucrativa, capaz de complementar o seu portefólio de soluções.

Portanto, tal como o grande capital privado, a comunidade de  investimento em geral percebeu o interesse repentino das empresas de segurança. E mobilizaram-se para tirar proveito dele, com operações especulativas de curto prazo que alimentam mais a bolha.

Trata-se de um fenómeno de mercado que está a beneficiar os fabricantes de segurança. Muitos viram o seu valor aumentar drasticamente, mesmo organizações maduras como a Symantec (14,1%) e, claro, às menos consolidadas como a Fortinet ou Sourcefire, cujo valor aumentou cerca de 51% este ano.




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