HANA comparável ao aparecimento do PC

Analista da Bluefin Solutions acredita que a tecnologia “in-memory” da SAP pode mudar o mercado das bases de dados.

Ian Brown, analista da consultora de TI Bluefin Solutions, afirma que a solução da SAP de High-Performance Analytics Appliance (HANA), uma combinação de hardware, armazenamento, sistema operativo, software de gestão e recurso de pesquisa de dados “in-memory”, pode causar uma mudança de paradigma comparável à que foi a introdução do PC original da IBM na década de 1980.
A arquitectura da tecnologia e a estratégia de informação fazem Brown afirmar que isso é possível. Brown disse que a HANA tornou possível para um director financeiro sentar-se no seu escritório com uma “caixa” próxima a executar dois mil milhões de linhas de dados.
“A HANA tem a capacidade de assumir uma base de dados à escala empresarial e colocá-la numa única caixa”, diz Brown, para quem “a tecnologia custa apenas 50 mil euros. Isso pode soar muito, mas na década de 80 as empresas costumavam ter de gastar 10 mil euros para trabalhar num PC. Agora, tem-se uma caixa que não está longe disso. As grandes empresas podem colocar os seus números nela e executá-los em tempo real”.
Brown amplia este debate no seu blogue no site da Bluefin, no qual identifica várias semelhanças entre o desenvolvimento e a comercialização da HANA com o primeiro PC da IBM. “Em comum, o foco no valor de negócios e a excelência em engenharia”, aponta.
Lançado em Dezembro de 2010, a HANA emprega um motor de computação “in-memory”, em que os dados a serem processados ficam na memória RAM em vez de serem lidos a partir de discos ou de armazenamento flash, proporcionando um aumento de performance, segundo a SAP. A fornecedora pretende inserir a tecnologia nos seus próprios sistemas ERP, efectuando análise de dados transaccionais em tempo real. No entanto, o acesso aos dados pode ser feito a partir de qualquer fonte de informação, garante a empresa.
“Para as companhias maiores que contam com Oracle ou DB2, a tecnologia ainda não está no mesmo patamar. Bases de dados Oracle tendem a gerir cerca de 30 terabytes, enquanto a HANA pode gerir 2 terabytes.”
No entanto, Brown considera que a Oracle está atenta e já lançou uma solução concorrente, o Oracle Exalytics.
Ray Wang, analista da Constellation Research, concorda com Brown e diz que a SAP está a atacar o mercado das bases de dados, mas que a Oracle não precisa de se preocupar com este cenário, pelo menos por enquanto. “Esta é apenas uma competição natural entre os fornecedores de tecnologia”.
(Computerworld/IDG Now!)




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