Redes para carros eléctricos só na próxima década

Em 2020, apenas 2% da frota automóvel portuguesa será eléctrica, diz INESC TEC.

“Nos próximos 10 anos não haverá necessidade de investir nas infraestruturas principais das redes eléctricas europeias para suportar a ligação dos veículos elétricos à rede durante o carregamento das baterias” porque “o carregamento das baterias será feito preferencialmente em casa dos consumidores, ou em áreas privadas (como é o caso de centros comercial e de parques de estacionamento privados)”. A conclusão é do projecto europeu MERGE (Mobile Energy Resources in Grids of Electricity), liderado pelo INESC TEC e que também integra a portuguesa Rede Eléctrica Nacional (REN).
Em comunicado, a instituição afirma que “até 2020, a rede eléctrica existente nos países europeus está preparada para acomodar o crescimento dos consumos que resultam do carregamento das baterias dos veículos eléctricos”, dado que “a entrada dos veículos elétricos está a ser feita de forma moderada, sobretudo devido aos preços elevados dos veículos e à baixa autonomia das baterias”. Assim, “estima-se que em 2020 a frota automóvel portuguesa movida a electricidade será residual, não ultrapassando os 2% do parque total”.
A instituição acredita que “só entre 2020 e 2030 é que será necessário começar a adotar estratégias de controlo e gestão avançadas das redes eléctricas”.
O MERGE iniciou-se em Setembro de 2009. Liderado cientificamente pelo INESC TEC (Laboratório Associado coordenado pelo INESC Porto), com um orçamento de 4,5 milhões de euros, trata-se do “maior projecto de investigação com financiamento da UE e propõe-se a preparar o sistema eléctrico europeu para a massificação da utilização de veículos automóveis eléctricos”.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado