Qliktech quer ampliar canal

Os maiores parceiros da Qliktech vão poder desenvolver o seu próprio canal, de acordo com o director-geral da empresa para Portugal e Espanha, José Alonso. O canal português é uma via para o fabricante chegar a Angola, revelou.

A Qliktech pretende ampliar o seu canal em Portugal, segundo  o director-geral da empresa para Portugal e Espanha, José Maria Alonso. Uma das formas será possibilitar o desenvolvimento de um “sub-canal” para cada um dos seus maiores parceiros, segundo mesmo.
Além disso, é através das empresas portuguesas que o fabricante pretende chegar ao mercado angolano. Para esse universo, está a abdicar da habitual abordagem directa às grandes contas.
Hoje a empresa conta com a Deloitte e a CPI, como “parceiros mais activos”, estando a “Noesis e a Reditus a equacionar” desenvolver negócio com tecnologia Qliktech no referido mercado africano.

Em Portugal, a empresa gere a venda das suas aplicações às grandes empresas – “com mais de 2000 empregados”- e entrega o negócio dos serviços de implantação e suporte aos parceiros. Para abordar o restante tecido empresarial, o fabricante baseia-se no canal, cujo “apoio  é chave”.
Actualmente, a empresa tem três parceiros OEM – que integram tecnologia Qliktech nas suas próprias soluções –,e uma dúzia de fornecedores ou revendedores de plataformas Qliktech. Além desses, o canal do fabricante engloba quatro intgradores de sistema: Deloiitte,  Cap Gemini, Lógica e Accenture (menos activo).

De acordo com José Maria Alonso, à escala mundial, 56% do negócio da Qliktech passa pelo canal. Sem confirmar que a proporção se aplica ao mercado português, o executivo admite que o valor representa um equilíbrio saudável.
De acordo com Gabriel Coimbra , o mercado português de BI terá  crescido cerca de 3% em Portugal durante 2010, enquanto o de software atingiu um incremento de 1 a 2%.

Facilidade de personalização é principal argumento

Um dos principais enfoques da Qliktech no mercado português é diferenciar-se pelo custo de propriedade da solução de BI , como pela facilidade de implantação e  utilização. É uma aposta na “consumerização de BI nas empresas”.
“Trata-se de BI  gerido pelo utilizador  final.  A formação de técnicos  para a nossa solução é de dois dias e de horas para o utilizador”,  argumenta José Maria Alonso.

A Qliktech promete rapidez facilidade na configuração das ferramentas ao utilizador final,  o qual deixa de ter de recorrer ao departamento de TI, quando precisa de personlizar a ferramenta  (de modo a obter dados específicos para determinado processo de negócio). Os riscos de proliferação de dados discrepantes na mesma organização – mediante as diferentes ferramentas configuradas – é neutralizado com a gestão centralizada das fontes e qualidade dos dados (feita pelo departamento de TI). Paralelamente, o responsável promete um custo de propriedade  na  ordem dos 50%, baseado em dados obtidos de depoimentos de clientes.
Questionado  sobre  as facilidades  trazidas pelo método de desenvolvimento de “agile BI”  José  Maria Alonso não descarta-o como ameaça. “Não fornece soluções tão completas”, argumenta.

Na visão de Gabriel Coimbra sobre o mercado, há uma tendência evidente para os fabricantes com tecnologia BI começarem a fornecer soluções semelhantes à da Qliktech: mais independentes do departmento de TI e mais fáceis de utilizar.

É cada vez mais sólida também a integração de soluções de BI nos processos de negócio das empresas, segundo o mesmo. Muitos fabricantes incorporam as ferramentas em plataformas de aplicações de negócio, impulsionando essa tendência.

A existência de ferramentas mais fáceis de usar reforçam a primeira tendência. E vários desenvolvimentos tecnológicos estão a promover “facilidade de integração e de maior capacidade de computação,” suportaram essa evolução.

Qliktech lança Qlikview 11


Um dos argumentos da Qliktech é a tecnologia de BI baseada na  busca e disponibilização de dados por associação, contrastando com  modelos baseados em hierarquias inflexíveis de informação. O consultor da Qliktech, Ricardo Ramos, defende que a primeira é mais abrangente e rápida.

A tecnologia tem uma nova geração com o Qlikview 11 – lançado hoje no mercado português –, com a introdução de análises comparativas. “A análise comparativa expande a experiência associativa do QlikView para permitir a comparação interactiva de agregações definidas pelo utilizador. Uma das outras vantagens-chave da nova versão é o facto de a criação de aplicações ser mais fácil e mais rápida, bem como o facto de a capacidade de gestão do QlikView e a segurança para as grandes empresas serem superiores, “ diz um comunicado do fabricante.
Segundo o mesmo executivo, a solução da Qliktech está melhor preparada para ser disponibilizada sob a forma de aplicação de BI em dispositivos móveis.




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