“É preciso as empresas perceberem o que pretendem com a cloud”

Conforme os objectivos das empresas, deixa de ser importante assegurar todas as características de uma plataforma padrão de cloud computing, segundo o responsável da Oracle Gerhard Schlabschi.

Uma plataforma de cloud computing não precisa de satisfazer todos os requisitos propostos pelas ofertas existentes no mercado, de acordo com o director de soluções tecnológicas de hardware da Oracle, para a região da EMEA, Gerhard Schlabschi. No Cloud Computing Forum, o responsável explicou a necessidade de as empresas “perceberem o que pretendem com a cloud computing”.
Definindo os seus requisitos, pode não ser necessário assegurar todas as características de uma plataforma de cloud computing completa. Pelo menos,  tal como é descrita pelo National Institute of Standards and Technology, organismo do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo a definição desta entidade, assumida pelo responsável, cloud computing é simplesmente um modelo de disponibilização de acesso a pedido, através de uma rede, a um repositório partilhado de recursos de computação (incluindo redes, servidores, armazenamento, aplicações e serviços), capazes de serem provisionados com o mínimo de esforço de gestão ou  serviços de interacção por parte de fornecedor de serviços. Essa noção considera cinco características essenciais: self-service a pedido, um recursos em repositório, elasticidade rápida de recursos, serviços medidos, e uma ampla redes de acesso.

A abordagem de Gerhard Schlabschi alerta para a necessidade  de as empresas manterem os seus sistemas de informação com o mínimo de complexidade possível. Na sua visão, é muito fácil as empresas caírem no erro de funcionarem outra vez sobre plataformas de TIC complexas. Falham assim um dos objectivos principais da cloud computing.

Neste cenário, defende a adopção de plataformas de cloud computing privadas com especial cuidado em não deixar a complexidade dos sistemas crescer sem controlo. “O primeiro desafio é a complexidade e a solução é normalizar tanto quanto possível a plataforma de TIC”, afirmou.

Na mesma linha, considera que um dos factores de sucesso dos fornecedores de serviços de cloud é a normalização do parque de equipamento. Quando esta característica  é assegurada, “aumentar de escala os recursos a pedido” é muito mais fácil.

Como factores de complexidade, por vezes despercebidos Schlabschi assinala as actualizações de software, além do número de fabricantes “representados” no parque.

As diferenças de actualização do software geram dificuldades de integração e interoperacionalidade, além dos problemas de gestão de TI. Daí que a homogeneidade neste aspecto é benéfica.

Com o número de fabricantes “presentes” no centro de dados, multiplica-se o número de recursos necessários para gerir cada camada de tecnologia. E isso é um factor importante de complexidade.

A abordagem serve também a estratégia comercial da Oracle, promovendo os benefícios da forte integração entre elementos da cloud (entre software e hardware e middleware). Mas procura dirigir a atenção para os pontos fortes da integração entre componentes dos equipamentos.

Por exemplo, Schlabschi afirma ser necessário uma utilização bastante intensa de um infra-estrutura para esta se tornar rentável – pelo menos do ponto de vista do consumo de energia. Ora segundo o responsável da Oracle,  a última geração de equipamentos de hardware do fabricante foi desenhada com atenção a esse nível de integração. Tanto para os equipamentos destinados a suportar bases de dados (Exadata), como para correr aplicações Java (Exalogic), ou com o propósito de suportarem todo o software empresarial em geral (Sparc Supercluster).




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