Portugal tem o 26º melhor ambiente para empresas de TI

O cenário empresarial português subiu quatro lugares desde 2009. Os Estados Unidos continuam a liderar, seguidos da Finlândia e de Singapura, que subiu seis lugares.

Portugal melhorou o seu ambiente empresarial em 1,8 pontos, segundo a avaliação de um estudo –  IT Industry Competitiveness Index – da Business Software Alliance, de abrangência mundial. Com 47,1 pontos, o país subiu quatro lugares na classificação, depois de em 2009 ter registado uma nota de 45,3, numa escala de 0 a 100.
Os Estados Unidos lideram a classificação com 80,5 pontos, seguidos da Finlândia (72 pontos) e de Singapura (69,8). Este país subiu seis lugares, desde 2009. O contexto empresarial português tem as suas melhores qualidades no ambiente de negócio, avaliado com 85,6 pontos. A pior nota foi dada ao cenário de investigação e desenvolvimento – 11,3 pontos

O contexto legal corresponde ao critério de avaliação no qual Portugal teve a segunda melhor nota, de 76,5. Seguem-se o apoio existente para o desenvolvimento da indústria de TI (65,9) , a infra-estrutura de TI, com 47,8, e o capital humano (43,3).

De acordo com o quadro de avaliação da organização, o país perde precisamente na área mais valorizada pelo estudo: o ambiente da investigação e desenvolvimento. Este vale 25% da nota enquanto a infra-estrutura e o capital humano representam 20%, cada.

De acordo com Matthew Reid, vice-presidente da BSA para as comunicações, os Estados Unidos vão deixar de estar sós na liderança da referida classificação. Vários países estão a realizar grandes investimentos para fazerem crescer os seus sectores de TI, segundo ele.  A Malásia subiu 11 lugares para o 31º lugar, enquanto a Índia “trepou” 10 lugares para 34º. A Alemanha também melhorou, de 20ª para 15ª, e a Polónia atingiu a 30ª posição (era 25ª). A China, devido aos problemas de protecção de propriedade intelectual e apoio à investigação e desenvolvimento, apenas subiu um lugar, para 38º.

“Os segredos para se atingir o sucesso nesta área não são verdadeiramente secretos. Há elementos básicos e fundamentais necessários para um país ser competitivo”, considera Reid.
A quarta versão do estudo  foi realizada conjuntamente com a revista The Economist e engloba 66 países. O trabalho procura avaliar tanto o suporte público como o privado ao sector das TI.




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