O que vai Whitman fazer pela HP?

Um registo como líder mas sem experiência empresarial no “business-to-business” (B2B).

A dúvida pode ser agora o padrão para avaliar a escolha dos CEOs pela Hewlett-Packard.
Após a expulsão de Leo Apotheker, e antes de Mark Hurd e Carly Fiorina, a administração da HP parece frágil quando se trata da nomeação dos seus executivos de topo.
Não foi assim nenhuma surpresa quando analistas financeiros foram difíceis para a administração da HP, numa teleconferência quinta-feira para saber por que Meg Whitman, ex-CEO do eBay, foi escolhida como nova líder da HP. Eles queriam detalhes sobre o processo de selecção e calendário por trás da decisão de substituir Apotheker.
Ray Lane, presidente-executivo da HP, esteve na defensiva sobre a tomada de decisão e, num dado momento, demonstrou a sua frustração.
“É como a abertura da época da caça para escrever sobre esta administração”, disse Lane. A sua defesa sobre a tomada de decisão na escolha do CEO foi que esta não era a mesmo administração que dispensou Hurd, com oito novos membros desde então.
Enquanto Lane lutava através das perguntas, foi Whitman que tentou levar os analistas financeiros para os pormenores.
“No final, a única coisa que irá reconstruir a confiança nesta empresa é obter resultados, e é isso que eu pretendo fazer”, disse Whitman, com força e clareza.
Whitman levou a eBay de uma pequena empresa de leilões online e fez dela uma marca mundial, e depois prosseguiu em busca de uma maior ambição para se tornar governadora da Califórnia. Em 2010, ganhou a nomeação republicana mas perdeu a eleição.
Claramente, Whitman tem credenciais como líder, mas o que será examinado nos próximos meses é se ela pode passar de um negócio de consumo, como o eBay, para a um negócio focado nas empresas.
“Penso que todas as pessoas [na HP] estão interessadas em alguém que pode ser positivo”, considera Charles House, veterano de 30 anos na HP, ex-director de engenharia empresarial e actual reitor do Cogswell Polytechnical College.
Mas House criticou a estratégia para remover Apotheker.
“Eis alguém que define uma estratégia que é incrível na minha perspectiva e fica eviscerado, é uma espécie da América neste dia e época”, diz House. Whitman “encaixa-se na ‘persona’ pública do tipo de CEO de Wall Street”.
N. Venkat Venkatraman, professor de administração na Universidade de Boston, questiona Whitman como escolha.
“Whitman traz a sua experiência como líder, sem dúvida”, refere Venkatraman. “Mas a sua experiência com empresas é mínima”.
Venkatraman acha que a experiência de Whitman está focada no consumidor. “Embora possa ser uma líder competente, não há nada no seu passado que a torne particularmente adequado para o espaço B2B em que a HP se reposicionou agora”, disse.
Mas Gary Kern, CIO do MutualBank em Muncie, Indiana, considera que “a HP precisa de algo para revitalizar como olha para os seus mercados e, talvez, alguém de uma empresa dos ‘novos media’ possa ajudar nesse pensamento.”
Whitman enfrenta alguns grandes desafios nos meses imediatamente à frente, especialmente se a HP deve prosseguir com os seus planos de cisão da sua unidade de PCs, bem como adequar-se às expectativas dos investidores e dos clientes.
“Não estou realmente certo do que isto significa para a HP”, diz Joe AbiDaoud, CIO da HudBay Minerals, em Toronto (Canadá). A “estratégia da HP é um pouco em fluxo”, refere. “Acho que ela tem de descobrir em que negócios a HP pode ser competitiva e definir uma estratégia”.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado