Seis em cada 10 PME portuguesas sem online

Dois terços das pequenas e médias empresas que não estão online não o tencionam fazer, nem quando lhe oferecem um site gratuitamente.

Quase quatro em cada 10 PMEs nacionais (38%, em concreto) tem uma presença online mas a mesma varia com o sector de actividade e tamanho da empresa, revela o estudo “SMB Insights Portugal – Understanding the Small and Medium Sized Business Landscape”, de Dezembro de 2010. Este serviu de base a uma apresentação da empresa, no final de Maio, sobre “Small and Medium Companies (SMB’s) – Online Opportunity in Portugal”, por Laurence Fontinoy, marketing director da Google Portugal e Espanha.
Dos estudos, a que a Computerworld teve acesso, destaca-se que 74% das PMEs tem acesso à Internet, com 55% a tê-lo no local de trabalho e a usá-lo para o negócio. Mas 46% usam um acesso doméstico para fins profissionais, e há ainda 13% que têm acesso à Internet na empresa mas não a usam. O panorama é diferente no sector financeiro, onde o acesso é praticamente universal.
Das empresas que marcam presença online, 27% têm um site, 23% estão em redes sociais, 18% em directórios online e 5% têm um blogue. A maioria, 76%, está focada na interacção com os consumidores.
A presença online decorre do tamanho da organização. Quase 90% das PMEs com entre 20 e 49 funcionários está online, enquanto o mesmo ocorre apenas num terço das unipessoais – que representam 80% do universo das PMEs.
Agricultura, indústria e fabrico, bem como a distribuição e o retalho, são os sectores com uma presença online abaixo da média.
Dois terços das empresas usa o online para apresentar os seus produtos e 40% permite a aquisição de bens ou serviços.
76% usaram um fornecedor externo para criar essa presença, opção escolhida por 40% para a manutenção posterior.
Uma em cada cinco empresas recorre a um “amigo” para gerir a presença online. A amizade na gestão online diminui com o maior tamanho da PME e, nestas, uma em cada três recorre a um “webmaster”.
Gratuito? Não, obrigado.
No caso das que ainda não têm presença online, dois terços nunca considerou fazê-lo. Entre estas, a média do que estão dispostos a pagar pela criação de um site não ultrapassa os 100 euros.
Segundo o inquérito, só uma em cada 10 empresas está actualmente a avançar para o online, enquanto 20% já considerou fazê-lo mas ainda sem resultados concretos. No entanto, 67% não têm nem pensam ter.
O considerar que é desnecessário e os custos são as “principais barreiras” em avançar para o online – mesmo quando 87% assume desconhecer o verdadeiro custo de criação de um sítio Web.
Quatro em cada 10 PMEs não pagará nada para ter um site e a média apenas está disposta a desembolsar cerca de 100 euros. Mas 54% não está sequer interessada em ter um site se lhe fosse oferecido gratuitamente.
Os dados foram recolhidos telefonicamente pela Ipsos entre Outubro e Novembro de 2010 em 11 mercados. No caso de Portugal, cruzando ainda dados do Instituto Nacional de Estatística e da InformaDB, foram contactadas 933 empresas com até 50 funcionários e 96% de representatividade de vários sectores, excluindo o público.
No total, o país tem 1,1 milhões de PMEs e unipessoais e “é o país da Europa com a maior concentração de PMEs” relativamente à população, diz a Google. Retalho e agricultura, indústria e fabrico são dois sectores que ocupam mais de metade dessas empresas. 93% são microPMEs – até 10 empregados – e unipessoais.




Deixe um comentário

O seu email não será publicado