Google Ventures apostou no iOS, não no Android

Até final de 2010, os responsáveis da empresa recomendaram desenvolver primeiro para o iOS, da Apple.

Até ao início deste ano, Rich Miner, “partner” da Google Ventures, recomendou às “start-ups” de aplicações móveis financiadas pela empresa para começarem por desenvolver para o iOS da Apple ao invés do Android, da Google.
Apenas nos últimos seis meses a plataforma Android se tornou significativa o suficiente no mercado que fazia sentido para os programadores de aplicações móveis desenvolverem primeiro nessa plataforma, disse Miner, co-fundador do Android antes de ser adquirido pela Google. Miner (na foto abaixo) referiu isto na conferência VentureBeat, esta terça-feira, em São Francisco (EUA).
“Havia muitos mais aparelhos e também um ecossistema de programadores mais maduros” para iOS, disse Miner. No entanto, acrescentou, “isto alterou-se claramente” nos últimos seis meses, com o Android a ganhar ímpeto e quota de mercado. Na semana passada, a comScore revelou que nos três meses até Maio, o Android foi a principal plataforma de smartphones nos EUA, com 38% dos dispositivos. Cresceu mais rapidamente do que o iOS, que chegou aos 26,6%, enquanto a plataforma BlackBerry da Research In Motion caiu para 24,7%, segundo a comScore.
Uma vantagem que o Android tem é que os programadores podem fazer chegar mais facilmente os seus produtos aos utilizadores, considera Miner. Por um lado, podem entregar versões de teste alfa e beta do software no Android, sem terem de se preocupar em obter aprovação da Apple para a sua App Store.

O braço de capital de risco da Google é gerido exclusivamente para o investimento, sem preconceitos de tecnologia impostas pelos gestores de produto da Google ou seus engenheiros, garante Miner, que ajudou a iniciar o fundo em 2009. “A Google tem dito muitas vezes que vão medir o nosso desempenho com base no nosso sucesso financeiro”, disse. O fundo tem 100 milhões de dólares para investir em “startups” anualmente.
Na terça-feira, Miner anunciou investimentos em duas empresas de telemóveis: na Astrid, que tem uma aplicação de gestão de tarefas, e na Crittercism, uma plataforma de software para fóruns que os programadores de “apps” móveis podem adicionar às suas aplicações.




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