Grandes empresas com muito interesse para normas da cloud

Vários grupos lideram diferentes esforços para normas da cloud computing: a diversidade levará ao sucesso ou à guerra?

A ascensão da computação em nuvem levou a um forte impulso dos líderes de TI em muitas grandes empresas para as normas da cloud em torno de coisas como a segurança e portabilidade de dados.
Mas o empurrão inicial para as normas está a começar a parecer-se com uma corrida de automóveis – todos conduzem na mesma pista mas estão sentados em carros diferentes.
Várias organizações procuram a mesma bandeira final, um conjunto de normas que facilitem a adoção das tecnologias de computação na nuvem.
O grupo mais recente de normalização, o Cloud Standards Customer Council apoiado pela IBM, anunciou o seu comité directivo este mês.
A mensagem geral transmitida em todos esses esforços é clara: a comunidade empresarial quer normas para a cloud.
O que é menos claro é se os múltiplos esforços vão tornar as normas mais competitivas e acelerar o seu desenvolvimento ou vão resultar em abordagens conflitantes que as afundem.
Os vários grupos de normas partilham uma característica fundamental – “business buy-in”.
Por exemplo, os membros do Cloud Standards Customer Council incluem o Citigroup, Costco Wholesale e a Deere.
A anterior Open Data Center Alliance, organização de normalização apoiada pela Intel, conta com empresas de topo como JPMorgan Chase, BMW e Deutsche Bank entre os seus membros. E a Cloud Security Alliance inclui a Coca-Cola e a eBay.
“A nossa intenção é ser extremamente colaborativos com todas as várias organizações”, diz Marvin Wheeler, director de estratégia da Terremark e presidente e secretário da Open Data Center Alliance.
Wheeler considera que o impulso para as normas pelos vários grupos não deve ser competitivo, deve ser complementar. Os esforços múltiplos podem, no final, ajudar todos os grupos a alcançarem as suas respectivas metas, acrescenta.
“O nosso objectivo seria trabalhar com [outra] organização como esta de muito de perto”, diz Wheeler.
A Open Data Center Alliance também está a contar com a força bruta para mudar o mercado de cloud computing. A organização está a desenvolver modelos de uso para os fornecedores de cloud e os seus membros deverão utilizar esses modelos na negociação com os fornecedores. A organização diz que o conjunto dos seus membros representa mais de 100 mil milhões dde dólares em aquisições anuais de TI.
Entre os envolvidos no Cloud Standards Customer Council está a North Carolina State University (NCSU).
“Ficaria muito mais preocupado se só tivéssemos um grupo a olhar para isto neste momento”, afirma Sam Averitt, ex-director do Center for Virtual Computing Lab da NCSU. Ele reformou-se este mês da instituição mas planeia permanecer activo na cloud e nos esforços de normalização.
Averitt considera que o mercado de cloud é tão grande e diversificado que são precisas vozes diferentes.
“Vai ser um processo de convergência ao longo do tempo e, se for bem feito, vai funcionar”, afirma Averitt, citando acordos anteriores sobre normas para as redes como modelo.
Mas ele é inflexível sobre a necessidade de normas, particularmente na área de segurança, para garantir que os dados podem ser transferidos de cloud para cloud sem comprometer a sua integridade.
O que é particularmente crítico são os recursos de auditoria, reconhece Averitt. Porque não se pode ter um humano no processo a verificar a transferência dos dados, tem de haver políticas de implementação automáticas com registos de auditoria que permitam a análise forense a fim de determinar para onde foram as informações e quem teve acesso às mesmas.
No trabalho do governo, em particular, as agências têm de ser convencidas “de que o que estou a fazer é de uma segurança suficiente para o seu conjunto de requisitos”, diz Averitt, “mas esses ‘benchmarks’ realmente ainda não existem”.




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