Governos europeus e uso de TIs

Inquérito Logica/PAC assegura que “os governos europeus estão a poupar dinheiro e a melhorar os serviços aos cidadãos”.

“Os governos europeus estão à procura de formas para poupar dinheiro e melhorar a prestação de serviços públicos através da utilização criativa das Tis”, revela o inquérito “Transforming Government”, realizado pela Pierre Audoin Consultants (PAC) para a Logica.

Segundo esta empresa de serviços de tecnologia e gestão, trata-se do “primeiro estudo autorizado sobre a transformação do sector público” nalguns países europeus, a partir da opinião de mais de 180 funcionários públicos e políticos na Alemanha, Finlândia, França, Países Baixos, Reino Unido e Suécia.

A maioria destes governos tem a “exigência comum de conseguir ‘mais por menos’”. “Está a tentar fazer coisas semelhantes, mas a ênfase é diferente”, refere Philip Carnelley, director de pesquisa na PAC. “No geral, a França tem grandes projectos, a Alemanha quer simplificar, o Reino Unido tem tendência para o outsourcing, a Suécia tenta aumentar a competitividade através de competências e trabalhos digitais, ao passo que a Finlândia vê as TIs a proporcionar crescimento económico e os Países Baixos procuram um papel mais forte para os direitos dos cidadãos”.

“É interessante ver os muitos e variados exemplos que encontrámos por toda a Europa relativamente ao que os governos estão ‘mais ou menos’ a fazer”, considera Monique Mulder, Directora Global para o sector público na Logica. “As TIs são a chave para tudo e, em conjunto com a inovação, políticas e um maior empenho por parte dos cidadãos, podemos ver a rápida transformação dos governos”.

No entanto, refere a Logica, “44% dos funcionários públicos inquiridos não estavam convencidos de que os seus governos quisessem um maior empenho dos cidadãos. Estes apontaram muitos entraves, sendo o mais mencionado a falta de capacidade do público, seguido pela falta de fundos e pela resistência, tanto da parte do público como deles próprios, à mudança”.

Já um terço dos inquiridos acredita “que no espaço de cinco anos o self-service online vai ser o principal meio de interacção dos cidadãos com o governo, com as reuniões presenciais, a correspondência e o correio electrónico mais abaixo, com cerca de 20%. Surpreendentemente, os sites de redes sociais e as aplicações móveis estavam ambos abaixo dos 10%”.

Relativamente ao envolvimento do sector privado, 74% acredita que pode gerar uma melhor eficiência, “seguida da qualidade de serviço, melhor suporte para o envolvimento dos cidadãos e libertação de recursos. Uma grande maioria, 86%, disse também que os trabalhos efectuados com o sector privado tinham sido muito bem sucedidos”.




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