Exictos quer facturar 25 milhões em 2011

A empresa mudou de estratégia, pretende centrar-se mais nos serviços sem deixar de desenvolver a sua oferta de software e prevê crescer perto de 20%, durante o corrente exercício, segundo o seu presidente Luís Pereira.

A Exictos, antiga Promosoft, facturou perto de 20 milhões de euros em 2010 e com um nova estratégia pretende crescer 20% durante o corrente exercício. O presidente e CEO da empresa, Luís Sant’Ana  Pereira, explica que os novos rumos implicam a abordagem a novos segmentos de mercado assim como a mudança para um modelo mais assente na prestação de serviços de TI.

A entrada de um novo accionista na estrutura do capital da organização, há dois anos, levou a um novo plano estatégico. Este envolve  a “evolução de um modelo no qual a empresa era, essencialmente produtora de software, para uma organização de serviços de TI”. Mas além disso, enquanto o seu negócio estaria alicerçado sobretudo no sector da banca, agora a estratégia passa por um enfoque mais consistente no alargamento dos serviços a outros sectores:”utilities, telecomunicações e administração pública, são prioitários”.

Segundo o CEO, o volume de negócios da empresa realizado com serviços ascendeu a 30% da facturação. Mas para 2011, o responsável tem como objectivo elevar o peso desta fonte de receitas para 50%.

Face à evolução prevista para a actividade da organização, a Luís Pereira antecipa uma diminuição da importância do sector bancário, por crescimento das outras áreas. Hoje, a banca representa perto de 70% da facturação da empresa.

A evolução tecnológica da oferta da empresa ligada aos sistemas de informação  para o sector bancário não está colocada de parte, garante o Luís Pereira. Segundo, o mesmo a venda de software é rentável para a Exictos.

“Temos preparado os produtos no sentido de lhes ampliar a abertura, dar mais e melhores interfaces, e conformidade com mais normas, além da capacidade de proporcionarem maior qualidade de informação. Já iniciamos, por exemplo a sua certificação CMMI”, explica.

Além disso, a oferta da organização beneficia agora da revenda de tecniologia do SAS Institute, e de um acordo com a Reuters para comercializar  software para a área da tesouraria. São parcerias cujo objectivo é apetrechar o portefólio da Exictos com software de nível mundial, ou “world class software” – como diz Luís Pereira.

Segundo o responsável, as soluções de BI (como os do SAS Institute) e de apoio à decisão e gestão, incluindo Business Analytics (BA), têm cada vez maior procura.  E a empresa pretende  aproveitar essa tendência também com produtos próprios de software.

90% do volume de negócios é exportação

O terceiro pilar do plano estratégico da Exictos liga-se à actividade internacional da empresa, a qual representa 90% da facturação da mesma.  A Exictos pretende reforçar esta actividade nos países africanos de expressão portuguesa, aproveitando também o investimento de outras organizações nacionais, em processo de internacionalização.

Mas Luís Pereira aponta também como objectivo o alargamento a outros mercados africanos como o da Namíbia, Botswana, Malawi, entre outros.




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