Windows XP será o último SO a dominar o mercado

O Windows 7 vai atingir, no máximo, 41% do mercado, menos de metade do pico do XP, afirma a Net Applications.

O Windows XP pode ser o último sistema operativo (SO) a obter uma grande fatia do mercado, de acordo com dados da empresa Net Applications.
No seu auge, o XP estava presente em mais de oito de cada 10 computadores no mundo. Em Novembro de 2007, a versão representava 83,6% de todos os sistemas operativos.
Embora a presença do Windows XP tenha diminuído gradualmente desde então, ele ainda mantém uma pequena maioria: no mês passado, a sua quota ainda era de 52,4%.
O grande intervalo entre o lançamento do XP em 2001 e a estreia do Vista no final de 2006, combinada com o tropeção do Vista no mercado, são os factores normalmente citados para explicar a predominância em larga escala e no longo prazo daquela versão.
Ambas as condições podem ser reproduzidas – a Microsoft pode enfrentar fracassos futuros como o Windows Vista – mas o que é menos provável de acontecer é ter novamente um intervalo de cinco anos entre as novas versões de SO.
Isto porque a Microsoft normalizou um ciclo de desenvolvimento de três anos. Embora a empresa não tenha confirmado a data de lançamento para o Windows 8, o sistema operativo que mostrou na semana passada, a maioria dos especialistas prevê o seu lançamento para o mercado no Outono de 2012 – ou seja, três anos após o lançamento do Windows 7.
Com base no aumento médio do Windows 7 nos últimos três meses, a projeção é a de que o sistema operativo terá 41% do mercado no terceiro trimestre de 2012. As previsões são baseadas nos números da Net Application.
Depois disso, o uso do 7 entrará em declínio, com o upgrade para o Windows 8 ou novos PCs com o sistema operativo pré-instalado. Foi o que aconteceu com o Vista. O problemático SO atingiu um pico de 19% em Outubro de 2009, o mesmo mês em que o Windows 7 foi lançado. Desde então, perdeu quase metade da sua quota. Em maio, o Vista representou 10% de todos os sistemas instalados.
Até ao terceiro trimestre de 2012, a parcela do XP deverá cair para 38%, ficando pela primeira vez atrás do Windows 7 no ranking da Net Applications. Entretanto, o Vista terá desaparecido quase por completo, com uma quota de apenas 4%.
Neste cenário, a Microsoft repete continuamente a performance do Windows 7 no mercado, em que uma nova edição é rapidamente adoptada e aproxima-se, mas não ultrapassa os 50% e, em seguida, é substituída por uma nova versão.
Esse padrão pode ser interrompido, obviamente, por vários factores, que incluem o caso dos utilizadores se recusarem a actualizar para uma versão futura, como fizeram com o Vista, o que por sua vez aumentaria a quota da versão anterior.
Alguns analistas têm dito que, no ano seguinte ao lançamento, as empresas vão ignorar o Windows 8, talvez porque migraram recentemente para o Windows 7 ou porque vêem poucos benefícios no que os especialistas têm dito sobre o 8 ser uma versão orientada para o consumidor.
O ciclo mais rápido de lançamento do Windows também terá impacto na Microsoft, que dá suporte a versões para utilizadores domésticos por cinco e a versões empresariais por 10 anos.
Actualmente, a Microsoft oferece suporte a três versões do Windows: XP, Vista e Windows 7. Se o Windows 8 estiver no mercado no terceiro trimestre do próximo ano, esse número sobe para quatro, dado que o XP continua nessa lista até Abril de 2014. Com uma nova versão a cada três anos e a promessa de suporte por 10 anos, a Microsoft irá regressar na prática à gestão de quatro versões ao mesmo tempo.
A empresa já fez isso antes, no ano passado. Até Junho de 2010, a Microsoft forneceu actualizações de segurança para o Windows 2000, além do XP, Vista e Windows 7.
Mas um analista alega que a Microsoft pode precisar de entrar num ritmo mais forte, uma medida que poderia aumentar o número de edições com suporte.
“Eles estão a lidar com dois concorrentes: um é a Google, um hiperactivo que parece estar sempre a actualizar o seu software”, diz Wes Miller, analista de mercado da Directions, numa entrevista na semana passada. “O outro é a Apple, que é logisticamente interactiva”, considera Miller. “Actualizam o SO quase como um relógio”.
A Apple actualiza anualmente o iOS, sistema operativo móvel para o iPad, e o Mac OS X, actualizado aproximadamente a cada dois anos desde 2003.
“Agora, estamos numa corrida constante”, diz Miller. “Eu não tenho a certeza se a cada três anos é suficiente”.
(Computerworld/IDG Now!)




Deixe um comentário

O seu email não será publicado