Pedro Quintela desafia Estado a fazer outsourcing

O director-geral da Xerox, Pedro Quintela, desafiou a administração pública a fazer outsourcing da gestão do seu parque de impressão. Até 2012 o fabricante quer investir 2,5 milhões no seu Global Delivery Centre.

Na inauguração oficial do seu Global Delivery Centre, o director-geral da Xerox em Portugal, Pedro Quintela, desafiou a administração pública a fazer outsourcing da gestão do seu parque de impressão. “Tendo em conta os desafios de controlo de despesas no Estado, será uma medida pertinente”, disse o responsável, em declarações ao Computerworld .

De acordo com o executivo, um dos objectivos do centro de serviços inaugurado será poder suportar esse tipo de oferta à administração pública – área onde o fabricante tem grandes ambições. Para já foram investidos no centro um milhão de euros em processos, infra-estrutura e recursos humanos, cujo número ascende a49 actualmente (o centro entrou em funcionamento com cinco operadores em Março de 2010).
O secretário de Estado da Energia e Inovação, Carlos Zorrinho, assume o outsourcing da gestão de recursos como uma tendência mundial muito forte que deverá vingar em Portugal. “Os fabricantes já sabem disso”, disse em declarações ao Computerworld. Contudo não se comprometeu com previsões mais concretas no tempo, até porque se avizinham eleições legislativas.

Além disso, adverte os potenciais prestadores de serviços: “têm de perceber que o outsourcing não pode ser feito sem manter na administração pública fortes competências nas áreas”. A administração pública tem muitos recursos humanos para serem aproveitados e “tem de haver um equilíbrio evitando a descapitalização de competências”

Sobre a hipótese de transferência de recursos humanos, para a estrutura dos fabricantes, Carlos Zorrinho diz que “há casos e casos”, e pode haver a necessidade de se realizarem “destacamentos”, de pessoal. E mudando o discurso, considera importante centrar o objectivo do outsourcing na administração pública na “optimização” de processos.
O centro gere hoje 27 mil equipamentos no âmbito dos 40 contratos de prestação de serviços. A empresa espera somar mais 20 até final de 2011.

Migração desde Dublin

O Global Delivery Centre deverá receber um investimento de mais 1,5 milhões de euros, de acordo com Pedro Quintela, o qual revelou a intenção de duplicar o número de postos de trabalho no centro, até final de 2011.

Durante a 2011, os negócios EPS locais de vários países serão migrados de Dublin para Lisboa. Carlos Zorrinho, saudou a iniciativa da Xerox por ter optado abrir o centro de Lisboa em vez de duplicar a capacidade em Dublin.O break-even do investimento será obtido em 12 meses, segundo Quintela.

O Global Delivery Centre Lisbon é um centro de operações que presta um conjunto de serviços suportados em cloud computing: hoje a actividade do centro está focada na gestão e processamento de alertas de equipamentos a funcionarem nas instalações de clientes. Entre outras actividades este centro opera como um service desk que pode, mediante os requisitos dos clientes funcionar como 1º ou 2º nível de suporte para a gestão pró-activa e reactiva de questões operacionais de um parque de impressão. Desde as actividades mais simples à mais complexas, são realizadas monitorização e encomendas de consumíveis, acções reactivas de suporte à manutenção dos equipamentos, suporte aos utilizadores, despiste técnico, resolução de anomalias, entre outras.

O centro gere perto de 25 mil alertas por mês, no suporte a 27 mil equipamentos distribuídos por Reino Unido, Irlanda Alemanha, Áustria, Portugal, Holanda, França, Bélgica, Espanha, Itália, Luxemburgo, Suíça, Dinamarca, Noruega, Finlândia e Suécia.




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