Não troque o cartão de crédito por um smartphone

Apesar dos pagamentos móveis por Near Field Communications (NFC) estarem mais perto da realidade, ainda não estão suficiente perto. E na verdade, para já, até estão a afastar-se.

Passar um smartphone à frente de um sensor para aceder a bordod de um avião deixou de ser um cenário virtual e já acontece. Mas se quiser comprar algum artigo nas lojas de  duty free, terá de usar dinheiro ou um cartão de crédito. E de acordo com um estudo recente da ABI Research, a concretização desta realidade até está a abrandar. Contudo a evolução deste aspecto talvez se altere no próximo ano, quando os pagamentos móveis emergirem, de acordo com a consultora.

E uma das razões para isso – como membros da equipa da Google NFC tornaram claro na conferência Google I / O no início do corrente mês – é que o Android Gingerbred pode disponibilizar API de terceiras entidades para capacidades de comunicação de proximidade (Near Field Communications – NFC), mas não suporta API de NFC para emulação de cartões, incluindo pagamentos móveis.
Por outras palavras, o Gingerbred não poderá funcionar como um verdadeiro cartão de crédito por não poder realmente enviar informações a um terminal. Em vez disso, quando o chip entra na área de leitura do terminal, envia um sinal e fornece detalhes sobre o pagamento. É assim passiva e alimentada por um leitor de cartão. Mesmo na próxima versão do Android, chamado “Ice Cream Sandwich” – a ser lançado provavelmente no final deste ano – não vai haver suporte  para API de NFC.

No entanto, isto não leva a Apple ou a RIM a incluir a tecnologia NFC nos futuros iPhones ou BlackBerries. A Microsoft também deverá adicionar a tecnologia NFC para Windows Phone 7. Para já, apenas o smartphone 4G Sprint Nexus S, é compatível com o Google Wallet.

A tecnologia NFC tornou-se comum em muitas partes do mundo, e que tinha-se previsto que a integração de um sistema de pagamentos móveis iria singrar durante este ano. No passado mês de Novembro, o presidente-executivo da Google, Eric Schmidt, apresentou um telemóvel com Android na conferência Web 2.0 em San Francisco, e sugeriu que ele poderia substituir o cartão de crédito.

Mas mesmo que se desenvolva a funcionalidade, há ainda a questão de saber se os consumidores vão confiar no sistema. Segurança e privacidade continuam a ser questões determinantes.

De acordo com um recente estudo da MasterCard, 63% dos entrevistados estariam confortáveis com a utilização dos seus samrtphones de para efectuar pagamentos, mas apenas 37% dos inquiridos com mais de 35 anos.




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