Evite que a tecnologia atrapalhe a estratégia de mobilidade

Várias iniciativas de marketing estão a confundir as organizações sobre a forma como poderão chegar aos seus clientes em suporte móvel: tanto o acesso por browsers tradicionais, como por novas aplicações têm a mesma probabilidade de prevalecer.

Os gestores marketing estão a conseguir criar alguma confusão em torno das estratégias para chegar aos clientes através de redes de mobilidade. Uns defendem a utilização de tecnologia de navegação tradicional. Outros o investimento em aplicações de mobilidade. Mas as duas visões têm as mesmas hipóteses de prevalecer.

No seu estudo, ‘Why the web versus application debate is irrelevant to your mobile product strategy”, a consultora revela que as organizações debatem-se com o dilema de escolherem um ou outro caminho, face à visão dos estrategas de venda de produto. O autor do trabalho, Thomas Husson escreve que “eles tratam do problema como se fosse uma questão de fé, ou prevendo que tecnologias de browser vão prevalecer ou assumindo as aplicações como o futuro da Internet.”

Mas na realidade os consumidores estão a usar tanto um modelo como outro, diz. “Quanto mais os consumidores acedem à Internet móvel, mais descarregam aplicações e vice-versa”, explica. Para o estudo, a Forrester teve em conta a investigação realizada European Technographics Consumer Technology Online Survey, sobre o quarto trimestre de 2010.

Esse trabalhou baseou-se nas respostas de 14 363 adultos em sete mercados de França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido. Os entrevistados eram todos membros do grupo Ipsos MORI-online.

A Forrester identifica uma correlação clara entre o uso de Internet móvel e as aplicações. Mais de metade dos consumidores europeus que as descarregam, pelo menos mensalmente, também acedem à Internet através dos seus smartphones, pelo menos diariamente. E, quanto mais frequente é o acesso dos consumidores à Internet por suporte móvel, o mais provável é que descarregue aplicações, pelo menos mensalmente.

“O debate em torno de aplicações Web, aplicações híbridas e optimização de  sites para smartphones nada mais é a não ser do jargão da indústria. Os consumidores estão a interagir com as marcas através de smartphones capazes de utilizar várias tecnologias”, diz o analista.

A Forrester afirmou que a tecnologia estava a conduzir “o marketing pelo nariz, como é frequentemente o caso na indústria da mobilidade”. Podem parecer promissoras as tecnologias de comunicação em móvel, como o HTML5, o Long Term Evolution (LTE), as tecnologias de realidade aumentada (RA), e de transmissão de dados por proximidade como a Near Field Communication (NFC). Mas os estrategas de venda de produtos esquecem-se muitas vezes de fazer a pergunta da perspectiva mais correcta: “Quais os produtos e serviços, para que público, a quanto, e quando”?

Neste contexto a Forrester recomenda:

– Não deixem a tecnologia ditar as decisões na mobilidade;
– Desenvolvam um enfoque nas aplicações para optimizar a  prestação de serviços destinada à “maioria dos utilizadores pioneiros de smartphone”;
– Dediquem recursos ao suporte da Internet móvel para garantir audiências, mas com serviços menos centrados em dispositivos;– Prossigam o desenvolvimento das estratégias em paralelo e garantam que se complementam;
– Considerem a utilização de aplicações híbridas para reduzir custos e maximizar o alcance;
– Lembrem-se de que as fronteiras entre aplicações e a Internet móvel vão diluir-se.




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