Resiliência da Internet deve ser testada

Presidência da União Europeia questiona sobre a preparação para ciberataques.

A agência europeia de cibersegurança ENISA levantou preocupações de que a falta de informação do tamanho e da forma da infra-estrutura da Internet torna-a vulnerável a ataques. Entretanto, a Presidência húngara da União Europeia, alertou que a Internet deve ser encarada como “teatro de guerra”.
Um relatório publicado hoje pela agência sobre a resiliência do ecossistema da Internet – “as complexas camadas de rede interligadas que compõem a Internet” – diz que ela é vulnerável a falhas técnicas, riscos, ciberataques e interrupções simultâneas.
Embora esta organização aberta e descentralizada tenha sido até agora essencial para o sucesso e resiliência da Internet, não há nenhum centro de operação da rede central, gerando confusão no relato de ciberataques e na falta de boas práticas estabelecidas. A legislação não é adequada e não existe um código de conduta para a Internet geralmente aceite, de acordo com a presidência.
“A estabilidade da Internet é crítica para a economia das sociedades modernas, portanto devemos identificar se os mecanismos de resiliência existentes hoje serão eficazes também em futuras crises”, disse Udo Helmbrecht, diretor executivo da ENISA. “Uma falha sistémica da Internet pode causar problemas significativos para diversos sectores como a energia, transportes, finanças, saúde e a economia”.
A ENISA recomenda que as investigações de incidentes como ataques ou interrupções devem ser conduzidas por um órgão independente. Considera ainda que também é necessária investigação no roteamento inter-domínios, engenharia de tráfego, redirecionamento e priorização de tráfego, especialmente durante uma crise.
“A actual Internet não é simplesmente capaz de fornecer a fiabilidade desejada, resiliência e segurança. Mesmo agora, com cerca de mil milhões de sensores, não somos capazes de usar adequadamente todos os dados que eles geram. Quanto potencial será desperdiçado quando existirem 50 mil milhões de sensores ligados”, a Comissária para a Agenda Digital, Neelie Kroes, esta terça-feira.
“Uma defesa eficiente contra ameaças semelhantes não apenas requer uma evolução técnica adequada e profissionais altamente qualificados, mas também uma ampla cooperação”, disse o ministro da Defesa da Hungria, Csaba Hende, na segunda-feira.
O ministro pediu uma troca regular de conhecimentos e experiências, tanto na UE como nas relações transatlânticas. Medidas são também necessárias para adequadamente prevenir, detectar e repelir ciberataques, como está especificado no novo conceito estratégico da NATO”, acrescentou.




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