Amb3E recolheu perto de 7,7 toneladas de resíduos das TIC

A Amb3E recolheu mais de 35 mil toneladas de resíduos eléctricos e electrónicos durante 2010, de acordo com o director comercial da Amb3E, Vítor Sousa Uva. Cerca de 25% são de dispositivos de TIC.

Das 35 mil toneladas de resíduos eléctricos e electrónicos recolhidas pela Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos (Amb3E) em Portugal durante 2010, cerca de 7,7 (25%) são relativos a aparelhos de TIC, segundo estimativa do director comercial da organização, Vítor Sousa Uva. São dispositivos englobados das categorias 3 e 4, envolvendo equipamentos electrónicos, informáticos e de telecomunicações.

O próprio revelou que a empresa teve receitas de 18 milhões de euros, empregues em acções de recolha e tratamento de resíduos. Face ao incremento de 17,3% do número de associados para 1068, o responsável revelou que será possível à associação funcionar no futuro com um orçamento no qual as receitas ascenderão a apenas 12 milhões de euros.

Por isso a associação deverá propor no final do ano, quando renovar a licença de exploração com o Estado, a redução do “ecovalor” associado a cada dispositivo vendido em Portugal. O “ecovalor” é um valor cobrado na comercialização de equipamentos eléctricos e electrónicos para suportar a recolha e tratamento dos resíduos incorporados nos dispositivos.

Vítor Uva acredita que a associação representa 75% das empresas envolvidas na comercialização de equipamentos eléctricos e electrónicos. Mas no caso do sector das TIC a representatividade diminui para um número próximo dos 60%, estimativa rápida do director.

Na sua visão trata-se da consequência de alguma economia paralela que ocorre no sector. Por isso, o responsável diz haver equipamentos cujos resíduos estão a ser tratados sem ter havido a cobrança das referidas taxas em Portugal. Contudo a associação não consegue avançar um número concreto sobre este aspecto.

Ainda alto é também o impacto dos dispositivos aos quais ainda não estava associado um “ecovalor”. Segundo Vítor Uva, a “herança” representa 50% dos dispositivos.

Devido a vários factores, o responsável pensa que se 65% dos equipamentos forem sujeitos a tratamento, a associação terá atingido um bom nível de desempenho. “Atingir os 100% teria custos incomportáveis”, explica. Hoje apenas atinge a marca dos 25%.

De acordo com a Amb3E em 2010 foram colocados no mercado 16 quilos de resíduos por pessoas. Só 4,2 quilos por pessoa tiveram tratamento. “101 toneladas ainda são depositadas em aterros e outros espaços”, diz Vítor Uva.

Mesmo assim, o desempenho da organização, com 35 mil toneladas tratadas em 2010, estará acima das metas estabelecidas. Em 2011, os objectivos da organização passam por recolher e tratar perto de 42 mil toneladas de resíduos. O plano para o corrente ano engloba também o reforço do número de Pontos Electrão em interiores – com mais 34 –, em exteriores – como mais 51–  e para lâmpadas – com mais 133 – em superfícies comerciais e cidades no interior do país.

Antecipar directivas europeias

No final de 2011, a Amb3E deverá renovar a licença com o Estado e “pretende propor a adopção de políticas já integradas na última directiva da Comissão Europeia sobre a área”. Vítor Uva destaca as principais:

– O estabelecimento de metas de recolha e tratamento em função do nível de desenvolvimento do país, o que resultará num limite percentual, em vez de absoluto  (por exemplo, quatro quilos por fabricante);

– O aumento dos índices das taxas de valorização dos dispositivos. “O que implicará o desenvolvimento dos processos de tecnológicos das unidades de transformação e valorização”.

Veja a apresentação de Vítor Sousa Uva.




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