Índia quer ter fábricas de semicondutores comerciais

O governo vai identificar e apoiar os investidores na criação das duas primeiras fábricas no país.

O governo indiano estabeleceu uma comissão para identificar a tecnologia e potenciais investidores que possam instalar na Índia as duas primeiras fábricas de “wafers” de semicondutores comerciais, disse o Ministério das Comunicações e Tecnologia da Informação.
A comissão, que deve apresentar o seu relatório até 31 de Julho, também vai recomendar a natureza e a dimensão do apoio governamental às fábricas, que podem ir desde a participação no capital a auxílios e subvenções em termos financeiros ou outros, disse o ministério em comunicado.
O ministério calculou o custo total das duas fábricas em 5.000 milhões de dólares.
Um investimento desses deve ser suficiente para ter duas fábricas de segunda escala, considerou Poornima Shenoy, presidente da India Semiconductor Association (ISA).
A Índia não tem actualmente uma fábrica comercial e isso tem constrangido a indústria electrónica do país. Os ministérios da defesa e do espaço têm pequenas fábricas que, principalmente, atendem às exigências das agências governamentais.
É bom o governo ter decidido tomar a sério o fabrico de processadores, considerou Shenoy.
Um anterior comité do governo recomendou, entre outras coisas, que o país crie fábricas de “wafers” semicondutores, e que também privilegie nas compras governamentais os produtos electrónicos fabricados localmente.
O mercado interno não exige uma capacidade de fabrico “high-end” muito actualizada (“state-of-the-art”), diz Rajiv Jain, diretor-adjunto para os assuntos governamentais da ISA. A maior parte da procura actual de semicondutores na Índia podem ser satisfeitas numa fábrica que processe “wafers” de 200 mm (milímetros) a 300 mm, acrescenta Jain.
A Índia emergiu como um local-chave na concepção de “chips” para um número de empresas multinacionais, incluindo a Intel e a Texas Instruments.




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