Oito milhões recenseados, mais de cinco milhões pela Internet

O primeiro balanço das respostas aos Censos 2011 revela que 50% da população portuguesa se recenseou pela Internet. Mas INE não responde a dúvidas sobre a sua própria página na Web.

5.333 milhões de pessoas, residentes em 1.968 milhões de alojamentos clássicos, com um número médio de 2,7 pessoas por alojamento, responderam aos Censos 2011 através da Internet, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Censos, que permitiu pela primeira respostas pela Internet entre 21 de Março e 12 de Abril (“após alargamento do prazo por 48 horas devido à persistência de elevado afluxo diário de respostas”, segundo aquela instituição), obteve as “mais elevadas taxas de resposta, com valores acima da média nacional”, na Região Autónoma da Madeira e no Norte do país.
Segundo o INE, “a maior intensidade de respostas ocorreu na primeira semana, durante a qual se recensearam cerca de metade das pessoas que optaram por este canal de resposta”.
Até hoje, estão recenseadas 8.553 mil pessoas e, com “excepção das regiões de Lisboa e Autónoma dos Açores, em todas as restantes regiões a taxa de resposta aos Censos 2011 (Internet + papel) é superior a 80%”.
O INE vai manter em funcionamento a linha de apoio telefónico (que recebeu cerca de 112 mil chamadas entre 11 de Março e 12 de Abril).
A juntar a algumas críticas à operação, o INE há uma semana que tem uma questão simples da Computerworld à qual ainda não respondeu: porque é que se, como alega a instituição, “responder pela Internet é fácil, rápido e seguro”, era igualmente necessário ter “em atenção que as residências secundárias – casas de férias, de fim-de-semana ou habitualmente desocupadas – não podem, por razões de segurança, responder através da Internet”.
Até hoje, o INE não explicou essas “razões de segurança” mas quando se conseguiu ligar para a linha telefónica de atendimento, a resposta foi clara: podia-se responder a partir daquelas habitações, tal como se podia fazer o mesmo de um cibercafé ou do local de trabalho. Qual a razão, nesse caso, para o alerta?




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