Cinco razões para considerar a VDI em 2011

Se está a pensar criar uma infra-estrutura de desktops virtuais (VDI ou virtual desktop infrastructure) este ano, não está sozinho.

A base instalada de implementações VDI ainda é relativamente pequena, mas esperam-se números de crescimento de dois dígitos, enquanto prossegue a transição de nicho para mercado.
Segundo a Gartner, o mercado mundial de desktops virtuais hospedados vai acelerar até 2013 para atingir as 49 milhões de unidades, acima das cerca de 500 mil em 2009. E o lucro também deve crescer de cerca de 1.500 milhões de dólares para 65.700 milhões em 2013, número que é igual a mais de 40% do mercado mundial de PCs profissionais. É um grande crescimento.
As organizações estão a antecipar a flexibilidade, eficiência e outros benefícios que uma VDI trará, permitindo aos administradores gerir desktops a partir de uma localização central e fornecer aos utilizadores finais a capacidade de aceder aos seus ambientes a partir de qualquer local. Mas se o mercado VDI corresponder às expectativas do Gartner, essas organizações vão ter de acelerar as coisas. Assim, quais são as cinco principais razões para considerar uma iniciativa VDI em 2011?

1. Migração para o Windows 7
O Microsoft Windows 7 não é perfeito, mas é uma melhora significativa em relação ao Vista e ao XP, e muitos têm estado à espera de migrar para algo novo. Esta procura reprimida está a incentivar as organizações de todos os tamanhos a investir na migração para o Windows 7. Mas essa migração pode ser cara – novo hardware, nova formação, testes de compatibilidade com aplicações legadas, ambientes paralelos durante o período de transição… – e algumas organizações simplesmente não conseguem pagar essa passagem usando os métodos tradicionais. Nestes tempos de desafios económicos, as empresas estão a procurar o caminho mais eficiente em termos de custos para o fazer. Ninguém quer ser aquele que tem de explicar ao chefe porque gasta duas vezes mais do que um concorrente porque não teve tempo de olhar para alternativas modernas com a solução de virtualização.
Jim Curtin, presidente e CEO da Virtual Bridges, não é estranho à VDI ou ao processo de migração para o Windows 7. Curtin tem falado a muitos dos seus clientes que estão contra este desafio, e oferece os seguintes pensamentos: “a virtualização permite economizar na compra de novos desktops, pode permitir executar em paralelo em máquinas já existentes, pode permitir a activação de utilizadores facilmente – e pode fazê-lo numa fracção do orçamento. Mas tem de ter a certeza e usar uma solução Gen2, ou pode não obter a popança que se espera… e isso também não vai fazer o seu chefe feliz”.

2. Mobilidade da força de trabalho
Mobilidade e acessibilidade são das principais forças hoje. Pessoas, em toda a parte, estão em movimento e é fundamental a conveniência. Quando separa o software (sistema operativo, aplicações e dados) do hardware do PC, este torna-se um dispositivo de acesso capaz de o ligar ao software. E não são apenas os PCs – qualquer dispositivo pode aceder à sua informação ou à sua área de trabalho.
“Estamos a ter uma mudança fundamental e profunda na tecnologia, onde a área de trabalho está agora num centro de dados (ou “na nuvem”) em vez da máquina na sua secretária”, diz Curtin. “Esta área de trabalho aparece agora em praticamente qualquer dispositivo com ligação à Internet. Uma área de trabalho virtual, acessível a partir de iPads, telefones, ‘thin clients’, laptops, computadores domésticos, computadores de trabalho, quiosques, centros de negócios… em qualquer lugar”.
Dave Bartoletti, analista sénior do The Taneja Group, concorda que este é um factor motriz. E acrescenta: “o espaço de trabalho do futuro vai parecer muito mais como um smartphone/tablet do que com o PC tradicional, com as aplicações a liderarem as escolhas das infra-estruturas. Ao invés de virtualizar um ambiente Windows para cada utilizador, mais e mais empresas estão à procura de colocar algumas aplicações num browser seguro ou num fornecedor de serviços (num modelo de SaaS) e outros através de um desktop Windows hospedado – a boa notícia é que se podem misturar e combinar essas soluções com tecnologia de muitos fornecedores importantes e de novas ‘startups’ inovadoras”.

3. VDI é mais acessível agora e a complexidade diminuiu

Como qualquer fenómeno na adopção de tecnologia, é na segunda geração que as coisas realmente descolam. As soluções anteriores de VDI ajudaram a publicitar muitos dos desafios que precisavam de ser abordados. Isto abriu as portas para inovadores mais rápidos, talvez mais ágeis e focados nas soluções de segunda geração, as que vão retirar custo e complexidade da VDI, enquanto oferecem benefícios como VDI off-line integrada, a capacidade de transcender no local e na nuvem, e a capacidade de unificar a gestão dos postos ‘endpoint’. Fornecer esses componentes adicionais e conseguir um preço para baixo é o que as empresas precisam, para serem capazes de executar a visão da VDI que os especialistas previam.
“Quando a solução é o tradicional servidor VDI hospedado, acredito na incrível redução nos custos de armazenamento incrível permitidos pelo View 4 e optimizados por empresas como a Dell na sua matriz híbrida XVS”, diz Bartoletti. “Colocar uma única imagem do desktop em ‘drives’ IOPS SSD ajuda a superar as limitações de desempenho que têm assolado os projectos VDI até agora, ao mesmo tempo que se reduzem os custos na capacidade de armazenamento e de gestão no processo”.
Bartoletti acrescentou que “os fornecedores de armazenamento (não apenas a Dell, mas a NetApp e uma série de outras empresas menores) estão a trazer o custo de armazenamento VDI para níveis que podem competir com os desktops tradicionais muito mais rápido do que se podia antecipar. Isto irá derrubar muitos cálculos de ROI que afastaram a VDI, e abri-la a novas utilizações para lá dos ‘call centers’ e de ambientes de terminais partilhados”.

4. Crescentes preocupações com a segurança dos dados
Não há dúvida de que a segurança é uma das principais preocupações n os actuais ambientes de TI. Os dados são o ingrediente secreto de uma organização e, se perdido, danificado ou roubado, a posição competitiva de uma empresa pode ser rapidamente comprometida. Com a virtualização, o sistema operativo, aplicações e dados são separados do dispositivo físico e centralizados em servidores. Isto leva a uma gestão simplificada e a um melhor aproveitamento, mas as organizações também têm uma melhor segurança, pois os dados residem agora em locais protegidos.
Com a VDI, os dados sensíveis são protegidos num servidor e não em desktops desprotegidos ou, pior ainda, a passear em espaços públicos como o banco traseiro de um táxi, num café ou deixados num aeroporto. Isso é tão motivador na mudança para a VDI como os benefícios de redução de custos.

5. Suporte centralizado para desktops com gestão mais simples

A VDI fornece aos utilizadores um desktop virtual completo, sem modificações, que se comporta exactamente como um PC normal. Os administradores podem activar novos desktops em minutos, e não dias ou semanas, usando a gestão automática de desktops, dando aos utilizadores o seu ambiente desktop personalizado sem necessidade de partilha de aplicações ou de re-formação. Os administradores podem gerir esses desktops virtuais a partir de qualquer local e efectuar actualizações, correções e manutenção dos desktops sem necessidade da sua presença física no local. Por isso, podem responder mais rapidamente às necessidades do negócio.
“Com a virtualização, tantas coisas vão mudar tão rapidamente que daqui a uns poucos anos, se vai questionar como se faziam as coisas no passado”, diz Curtin. “Por exemplo, como vivemos de forma produtiva sem telemóvel? Como descobríamos coisas antes do Google? Em breve, podemos fazer perguntas semelhantes quando olhamos para trás na era dos PCs”.




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