Menos um terço no volume mundial de spam

Sucesso atribuído ao desmantelamento da botnet Rostock.

Houve uma redução de um terço no volume global de spam, segundo o último relatório mensal Intelligence do MessageLabs.
O MessageLabs conclui que a queda surgiu após o desmantelamento da Rustock, uma das botnets mais sofisticadas no cenário do malware.
A empresa considera, no entanto, que o malware baseado na Web ainda está a aumentar em Hong Kong e na China continental.
O spam é um desafio para os utilizadores e a Rustock, no ano passado, foi responsável por até 47,5% de todo o spam, com o envio diário de cerca de 44.100 milhões de mensagens.
Mas esta diminuição não significa um aumento da segurança na Web, de acordo com Harry Pun, gestor dos Client Servisses para o Norte da Ásia na Symantec.cloud.
Segundo ele, outras botnets têm intensificado as suas actividades para aproveitar a falta no mercado derivada da desactivação da Rustock.
“Desde o final de 2010, a botnet Bagle esteve mais activa, enviando diariamente cerca de 8.310 milhões de mensagens de spam, a maioria das quais ligadas a produtos farmacêuticos”, refere Pun. “Embora a Bagle possa não ter muitos robôs [bots] sob o seu controlo ou picos de tráfego tão grandes como a Rustock, tem sido mais consistente. Na esteira do desaparecimento da Rustock, a Bagle já ultrapassou a Rustock como a rede de spam mais activa em 2011”.

Actividades bloqueadas
A World Wide Web não é um local seguro mas os e-mails estão a ficar mais seguros, segundo a MessageLabs, que também nota uma média diária de 2.973 sites a albergar malware e outros programas indesejados, incluindo spyware e adware.
Cerca de 37% de todos os domínios maliciosos bloqueados em Março eram novos. Além disso, 24,5% de todo o malware baseado na Web bloqueado era novo neste mês.
A categoria dos anúncios e “pop-ups” representou 47,5% da actividade da Web bloqueada por empresas e as redes sociais responderam por 14% da actividade de filtragem de URLs bloqueada em Março.
“Muitas organizações permitem o acesso a sites de redes sociais, mas devem facilitar o acesso e registar essa actividade para que os padrões de uso possam ser monitorizados e, nalguns casos, se possam implementar políticas para permitir o acesso em determinados momentos do dia e bloquear esse acesso em todas as outras ocasiões”, acrescenta Pun.




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