E-commerce deverá mudar “radicalmente”

Num evento sobre Marketing 2.0, um responsável da Google, Osama Bieder, explicou como o atendimento e as plataformas digitais poderão melhorar a experiência de compra.

Durante a Web 2.0 Expo, realizado em São Francisco, nos Estados Unidos, o vice-presidente de sistemas para pagamento online da Google, Osama Bieder, anunciou mudanças radicais no futuro do comércio eletrónico. Segundo Bieder, fazer compras em sites deverá parecer-se muito com a experiência de entrar numa loja física e ser atendido da forma “antiga”.

“Estamos perante uma nova era”, considerou o executivo da Google, antigo colaborador da PayPal, uma plataforma de pagamento online. “Não se trata da emergência de uma nova aplicação, nem de nenhum site novo. Também não se trata de uma empresa em especial. Refiro-me a um esforço conjunto para vencer desafios”, completa.

O discurso do executivo deixou claro que o e-commerce deverá desenvolver-se em torno de três ideias principais: mobilidade, geolocalização e personalização.

Actualmente, a mobilidade é o segmento de maior expressão dentro da indústria tecnológica. Está no centro das atenções dos média e, em 2010, foram vendidos mais dispositivos móveis do que PCs.

As empresas também se empenham em descobrir os hábitos de consumo locais dos clientes. Exemplo disso é o Groupon, que desenvolve campanhas de ofertas direccionadas à localização do consumidor.

O terceiro elemento da lista consiste em personalizar a experiência de consumo. “Entrei numa loja e o vendedor atendeu-me pelo nome”, conta o executivo. “Isso deu-me uma sensação muito boa. Em seguida, disse-me que o pão predilecto do meu pai estava em promoção. Perguntei por azeitonas espanholas e ouvi que, infelizmente, estavam esgotadas mas que, a dois quarteirões, encontraria o que procuro”, referiu Osama. O executivo diz que esse é o tipo de experiência a oferecer ao consumidor.

“Uma vez que decidi partilhar informações sobre a minha localização, espero que as lojas online saibam com quem estão a falar e me atendam de modo personalizado. Se tiverem o que procuro, óptimo. Caso contrário, que me digam onde encontro o produto ou quando me poderão atender”, conclui.




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