Oferta empresarial da Samsung vai aumentar

Para ter sucesso no B2B, a fabricante sul-coreana considera que tem de estar mais próxima e presente junto dos clientes finais.

Embora o mercado B2B tenha bastante concorrência, nenhuma empresa “tem a nossa capacidade de investigação e desenvolvimento e produção”, assegura Luís Barbot (na foto), Head of Division de Sistemas de Informação da Samsung, numa entrevista onde revela alguma da estratégia da fabricante para diferentes sectores.

Computerworld – A Samsung anunciou a entrada no mercado B2B de portáteis, impressoras e dispositivos de imagem digital. Não são mercados já com demasiados concorrentes? Em que se diferencia a Samsung?
Luís Barbot – A Samsung tem uma imagem e presença muito fortes na mente dos consumidores e no mercado B2C em geral. No mercado dos portáteis, reentrámos no mercado no início de 2010 e estivemos presentes fundamentalmente no retalho. A nossa oferta também era dirigida para esse segmento de mercado. Durante este ano, a nossa oferta empresarial irá ser largamente ampliada e estamos certos que iremos fortalecer a nossa presença nesse segmento de mercado.
O grande diferenciador da Samsung está no fabrico. Grande parte dos componentes incluidos nos portáteis são fabricados por nós e a Samsung é o único fabricante que produz 100% dos portáteis que comercializa. Esta capacidade tecnológica permite-nos realizar algumas inovações tecnológicas pela interacção dos componentes, como por exemplo o “instant on” em três segundos. Temos também diferenciadores no design, tal como reflectido no Samsung Series 9, o portátil mais fino do mundo.
Na impressão, passa-se algo de semelhante pois todos os equipamentos são fabricados por nós, sendo que existem muitos outros fabricantes que comercializam em regime de OEM equipamentos nossos. Esta capacidade permite-nos customizar soluções rapidamente. Temos tambem inovações no design e funcionalidades, estando também a apostar muito em soluções de software próprias.
Ou seja, embora haja muitos concorrentes, nenhum tem a nossa capacidade de investigação e desenvolvimento e produção. Estes são os nossos grandes diferenciadores que nos têm possibilitado atingir posições de liderança em muitos dos mercados onde estamos presentes.

CW- Quais vão ser as principais apostas da Samsung no B2B em geral e, concretamente, para Portugal?
LB – Para termos sucesso no B2B, temos que estar mais próximos e presentes nos clientes finais. A oferta de produtos e serviços também tem que se adaptar mais ao mercado empresarial, mas isso já tem vindo a acontecer. A grande aposta para este ano é a agilização da estratégia de abordagem ao mercado. Pretendemos ter uma presença directa em termos de relacionamento com clientes estratégicos, onde pretendemos fazer gestão de conta. O fornecimento continuará a ser feito através de parceiros, mas a liderança do negócio estará do nosso lado. Em muitos outros casos faremos gestão do negócio, pois pretendemos ajudar os nossos parceiros a ganharem mais e mais negócios. Fundamentalmente queremos ter uma atitude mais próxima do mercado e mais activa comercialmente.

CW- No âmbito da impressão, anunciaram a existência de parcerias estratégicas para oferta de soluções integradas, usando nomeadamente a plataforma XOA, para consolidação em 2011. Como está a decorrer esse processo?
LB – A plataforma XOA é uma plataforma aberta que permite a integração de soluções de diversos tipos nos nossos equipamentos. Nesse sentido, há vários fornecedores de soluções para equipamentos de impressão/multifuncionais que têm soluções integradas nos nossos equipamentos. Isto permite-nos endereçar os negócios mais complexos onde o tipo de solução envolvida é tambem mais complexo. Não há neste momento nenhum tipo de negócio que a Samsung não possa endereçar urilizando soluções próprias ou de terceiras partes.

CW – Como vão medir o retorno/sucesso ou insucesso da marca neste novo mercado?
LB – O sucesso desta iniciativa medir-se-á pelo sucesso de implementações que necessitem desta plataforma.

CW – Nos Estados Unidos, a Samsung é parceira da Cisco para suporte a VPNs e com a Citrix em tecnologias para tablets “thin client”. Essas  parcerias vão ser alargadas e para que segmentos? Em Portugal, também vai haver novidades?
LB – As parcerias tecnológicas mencionadas referem-se a projectos de virtualização de postos de trabalho, onde o papel da Samsung é fornecer os terminais (TC/NC). Esta parceria, tambem válida e a funcionar em Portugal, faz sentido porque os vários intervenientes são muito fortes nas suas respectivas áreas e se complementam de modo a formarem a melhor solução para o cliente.




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