Comissão Europeia atingida por ciberataque grave

Funcionários da Comissão Europeia foram informados para mudarem as suas senhas de autenticação e usarem apenas sistemas de e-mail seguros.

A Comissão Europeia, incluindo o seu corpo diplomático, foi atingida por aquilo que responsáveis classificaram como um ciberataque grave. A ocorrência foi detectada pela primeira vez na terça-feira, segundo fontes da Comissão, os quais o consideraram sustentado e dirigido.

O acesso externo ao sistema de e-mail da Comissão e à sua intranet foi suspenso e os funcionários foram instruídos a alterarem as suas senhas para evitarem a “divulgação de informações não autorizadas”, segundo um memorando interno para os funcionários. A equipa da Comissão também foi instruída a enviar informação sensível apenas através de correio electrónico seguro.

O ataque acontece pouco antes da cimeira do Conselho Europeu a realizar-se esta quinta-feira e sexta-feira. A reunião junta os líderes da União Europeia e dos Estados membros, prevendo-se a tomada de decisões cruciais sobre a estratégia económica, a guerra na Líbia e na futura estrutura da UE.

Esse facto levou à especulação inicial de que a origem dos ataques seria a Líbia, mas a Comissão não demorou a excluir a hipótese. O ataque é considerado semelhante ao ciberataque dirigido ao governo francês nas vésperas da Cimeira do G20, em Fevereiro de 2010. Esse malware foi dirigido aos sistemas de e-mail, com algumas das informações roubadas a serem redireccionadas para a China.

O porta-voz da administração da Comissão, Gravili Antony, disse que os funcionários não vão especular sobre a origem dos ataques numa matéria de segurança delicada. No entanto, confirma que os atacantes tiveram como alvo as informações de alguns funcionários da Comissão, especialmente no Serviço de Acção Externa, braço estrangeiro do corpo diplomático.

“Nós já estamos a tomar medidas urgentes para resolver esta situação. Um inquérito foi iniciado. Não é invulgar pois a Comissão é frequentemente um alvo”, disse Gravili. O mesmo responsável acrescentou que não há provas concretas de que o ataque esteja relacionado com a cimeira da UE.




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