Catástrofe no Japão pode afectar sector por seis meses

Para um executivo do Bank of America, chips de memória e outros componentes terão a produção afectada nos próximos seis meses.

Os fornecedores de tecnologias de hardware devem levar até seis meses a retomar o ritmo normal após as interrupções na produção causadas pelo terramoto de 9,0 graus na escala de Richter que atingiu o Japão na passada sexta-feira, diz um analista do Bank of America, Daniel Heyler. O mesmo acredita ainda que os fabricantes deixem de contar com fornecedores no Japão e passem a procurá-los noutros locais.
A recuperação pode levar dois trimestres mesmo se o fornecimento de electricidade for rapidamente restabelecido e as fábricas voltarem a operar novamente, afirma Heyler. De acordo com o mesmo, os inventários das empresas devem durar mais seis semanas.

A produção das resinas “bismaleimide-triazine” (BT), usada nas embalagens de chips, será fortemente atingida, já que o Japão é responsável por 90% da produção mundial do produto. Os preços dos chips de memória estão a subir, mas Heyler afirma que não espera uma crise no abastecimento de DRAM – um tipo de memória RAM de acesso directo – como está a acontecer.
Ele acredita ainda que é cedo para falar sobre outros impactos para os utilizadores finais. “Os esforços agora estão focados na recuperação do Japão. É um processo mais complicado do que as pessoas pensam”.




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