HP e Microsoft propõem cloud a grandes empresas

Os dois fabricantes criaram uma matriz de implantação de plataformas de cloud privadas destinada sobretudo às maiores organizações de Portugal, num universo alvo de 50 a 60 empresas ou instituições públicas.

A HP e Microsoft criaram uma arquitectura ou matriz de implantação de plataformas de cloud privada, centrada em infra-estrutura de TI, para o mercado português. A solução engloba uma oferta de tecnologia e serviços combinados, integrando o sistema HP BladeSystem Matrix, o Hyper-V da Microsoft, e gestão baseada em Microsoft System Center . Dirige-se prioritariamente “a uma carteira de 50 ou 60 organizações portuguesas” de “grande” dimensão (considerando as especificidades do mercado português) – classificadas como clientes de ambos os fabricantes, de acordo com Luís Azeredo, director de grandes contas da Microsoft. O mesmo especifica que as 20 maiores organizações serão as mais bem preparadas para adoptar a solução de cloud computing, a curto prazo.

O director de grandes contas da HP, Carlos Leite, explica que grande parte da oferta é constituída por “serviços de transformação da infra-estrutura“ dos clientes para prepará-las para a adopção da cloud. “Muito do que se vai mudar tem a ver com mudanças de processos ou gestão de TI”, acrescenta Luís Azeredo. Haverá muito trabalho a fazer no âmbito da virtualização de infra-estrutura nos centros de dados de acordo com estimativas de Luís Azeredo: “não mais de 20% da infra-estrutura dos centros de dados portugueses está virtualizada”, nas suas estimativas. Por outro lado, um dos objectivos da matriz será reaproveitar as infra-estruturas já instaladas nos clientes.

Mas a matriz também considera a possibilidade de instalação de novas aplicações logo em ambientes de cloud computing. No fundo, a estratégia dos fabricantes procura promover a adopção de modelos híbridos de cloud computing, englobando clouds privadas e públicas. Nesse cenário, Carlos Leite salienta que um dos argumentos de venda da solução conjunta com a Microsoft são as capacidades de “orquestração” das actividades, entre as clouds privadas e as clouds públicas.

Sobre a poupança de custos inerente às soluções de cloud computing os dois responsáveis não conseguiram apresentar valores concretos. O facto de as poupanças dependerem muito do estado de evolução dos centros de dados clientes será a principal razão. Mesmo assim, o responsável da HP lembra que vários  consultores prevêm reduções  de custos entre os 30 a 50%.

Azure será complementar

Segundo a directora-geral da Microsoft, Cláudia Goya, a plataforma de aplicações de produtividade em cloud computing Azure terá um papel “complementar” na matriz agora desenvolvida. Servirá para acrescentar à plataforma dos clientes um componente de sistema de informação que “seja mais fácil e rápido disponibilizar” em cloud computing público.




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