26 exabytes de tráfego de dados em 2010

Crescimento nos dados móveis força investimentos dos operadores móveis.

Quando os smartphones e o “download” de aplicações redefine a experiência móvel dos utilizadores, as operadoras de telemóveis estão a enfrentar um crescimento no tráfego de dados móveis, que se está a propagar nas suas redes.
A ABI Research estima que 12,5 mil milhões de dólares serão gastos em “gateways” móveis, bases de dados de assinantes, sistemas de gestão de serviços (IMS) e outras funcionalidades em 2011. Isso representa um aumento de 4,2% em termos homólogos.
“As operadoras estão a investir significativamente na sua arquitectura de rede ‘core’, não apenas para acelerar a velocidade das suas redes mas também para tornar estas redes mais eficazes e ‘conscientes’ do tráfego que nelas passa”, disse Aditya Kaul, director de Mobile Networks na ABI Research.
Porquê estes investimentos na rede básica? É sabido que as receitas de voz estão em declínio. Em 2010, a receita de voz móvel global diminuiu -0,7% em termos homólogos, no entanto as redes móveis transportaram 26,1 exabytes de tráfego.
Enquanto esse tráfego beneficia de uma maior eficiência do IP (protocolo Internet), as operadoras precisam de criar novas oportunidades de receitas adicionais e restringir as despesas de funcionamento sempre que possível.
As despesas de capital total por parte da comunidade global de operadores móveis deverá diminuir ligeiramente (-1,2%) para 110,3 mil milhões de dólares até ao final de 2011.
“Sim, as operadoras terão de investir significativamente no 4G”, comenta o vice-presidente de Previsão, Jake Saunders, “mas vão esforçar-se na reutilização das torres celulares, infra-estrutura de ‘backhaul’ [para ligação entre rede central e periféricas] e centros de dados da rede ‘core’. A estratégia inicial será assegurar a cobertura da maior quantidade de população o quanto antes para garantir um perfil de investimento mais eficiente”.
Enquanto o 4G vai exigir actualizações das redes de acesso via rádio, dos “backhaul” e das arquitecturas de rede básica, as operadoras também estão à procura de produtos e serviços optimizados para maximizar o retorno sobre o investimento.
Os operadores vão depender cada vez mais da terceirização (“outsourcing”) na gestão da sua rede pelos seus fornecedores e em tecnologia de pequenas células para a implantação de estação de base, bem como da adopção de outras estratégias (Wi-Fi, redes de distribuição de conteúdos, “tunneling” directo) para maximizar a eficiência da rede.




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