Via Verde vai investir até um milhão de euros

A empresa do grupo Brisa deverá investir perto de um milhão de euros em TI, durante 2011. A 19 de Fevereiro, inaugura um site e, em meados de Abril, terá um novo sistema de cobrança de portagens para turistas ou viajantes.

O orçamento anual da Via Verde ascende a mais de 20 milhões de euros e, face a este valor, o presidente da empresa, António Nunes de Sousa, considera plausível que os gastos em TIC oscilem entre os “500 mil euros e o milhão de euros”. Em 2011, “um ano importante de investimento na área de TIC”, esse dado aproximar-se-á mais de um milhão de euros. A entrada em vigor das portagens nas vias SCUT, além do suporte de transacções dos 2,5 milhões de clientes seus, justifica a despesa. Já foram realizados gastos em hardware, envolvendo a virtualização de máquinas, mas também em tecnologia aplicacional Oracle.
Outra novidade com impacto nos sistemas de informação da empresa será o novo sistema de cobrança de portagens concebido para visitantes  do país, previsto para meados de Abril. Será possível usar um identificador sem fios, mediante uma caução, retida provisoriamente através dos sistemas de cartão de crédito. Quando o dispositivo for entregue, é feita a cobrança do total de portagens e anulado o débito da caução.

A aposta no canal Internet será cada vez mais forte, segundo Nunes de Sousa, e o lançamento de um novo site transaccional com os clientes é exemplo disso. Na visão da directora comercial, Ana Romão, a lógica do site é a da banca online: proporcionar uma interface na qual o cliente poderá gerir a sua conta na Via Verde nas suas múltiplas dimensões. A ideia é também evitar a deslocação à loja física e por isso proporcionará serviços como a alteração de dados pessoais, a alteração de matrícula, a consulta de extractos, consulta de movimentos, adesão ao extracto digital, habilitação a discriminação positiva e adesão on-line. A responsável promete a disponibilização do suporte à assinatura digital, até ao final do ano.

Apesar da aposta para transferir cada vez mais clientes para um relacionamento online, a empresa não esquece o mundo físico: vai abrir mais três lojas (Viseu, Faro e Castelo Branco) e explorar uma parceria com os CTT, usando cerca de mil estações de correio como postos de venda. De acordo com Nunes de Sousa, trata-se de continuar a manter um relacionamento com os clientes usando uma lógica de proximidade – aspecto muito do apreço dos clientes, segundo o responsável.

Internacionalização ao serviço dos accionistas
Nunes de Sousa revelou ainda que a internacionalização do negócio da empresa faz sentido como suporte de iniciativas dos seus accionistas SIBS (20%), Brisa (60%) e Ascendi (20%). Actualmente o negócio internacional da organização é inexistente.

Dados sobre actividade da empresa em 2010

–  2,5 milhões de identificadores: 2,4milhões de tecnologia Low Data Rate (LDR) e 210 mil em Medium Data Rate (MDR);
– registo de 600 mil transacções diárias;
– gestão de 198 praças de portagem;
– rede com serviço para 2100 quilómetros de vias;
– presença em  92 parques de estacionamento, com 10 milhões de transacções registadas;
– serviço disponível em 98 postos de abastecimento, com 160 mil transacções realizadas;
–  gestão de 17 acessos a centros urbanos e complexos empresariais;
– três testes-piloto em restaurantes McDonald’s (Tagus Park, Restelo e Birre).




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